quarta-feira, 11 de abril de 2012
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
FHC and the CIA

FHC, FUNDAÇÃO FORD E OS DÓLARES DA CIA
por ALTAMIRO BORGES
O controvertido jornalista Sebastião Nery, em recente artigo no jornal Tribuna da Imprensa, faz uma grave denúncia. Com base em dois livros – um mais antigo, “Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível”, da jornalista francesa Brigitte Leoni (Editora Nova Fronteira, 1997), e outro mais recente, “Quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da cultura”, da autora inglesa Frances Saunders (Editora Record, 2008) –, ele insinua que o ex-presidente FHC, atualmente um dos mentores da oposição de direita ao governo Lula, foi financiado pela temida CIA, o serviço de espionagem dos EUA, que ajudou a desestabilizar vários governos progressistas no mundo todo.
A primeira obra registra, na página 154, um episódio aparentemente inocente. “Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da fundação no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap [Centro Brasileiro de Análise e Desenvolvimento]”. Como registra Nery, o fato ocorreu dois meses após a ditadura, “financiada, comandada e sustentada pelos EUA”, baixar o AI-5. “Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas... E Fernando Henrique recebia da poderosa Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o Cebrap”.
Os EUA e a conquista da intelectualidade
“O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, sabia-se e se dizia que o compromisso final dos americanos era de 800 mil a um milhão de dólares”, garante Nery. “Montado no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique se tornou ‘personalidade internacional’e passou a dar ‘aulas’ e fazer ‘conferências’ em universidades norte-americanas e européias. Era ‘um homem da Fundação Ford’. E o que era a Fundação Ford? Um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA”. Prova disto, afirma Nery, surge agora com o livro de Saunders. “Quem pagou os US$ 145 mil (e os outros) entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique foi a CIA”. Para reforçar a sua teoria conspirativa, Nery cita várias passagens do livro:
- “Fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos... Permitiam que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas” (página 153).
- “O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais convincente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para a sua origem” (152).
- “A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria” (443).
- “A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares.” (147).
- “Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa, mas também noutras regiões: Japão, Índia, Chile, Argentina... e Brasil” (119).
- “A ajuda financeira devia ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana” (45).
Agente da CIA ou mero entreguista?
A acusação de Sebastião Nery, que nunca escondeu seu rancor diante da “traição” de FHC – que na última hora rejeitou virar ministro do seu aliado Collor de Mello –, é fundamentada. Os livros registram fatos e confirmam antigas suspeitas sobre os vínculos da Fundação Ford com o serviço de espionagem dos EUA. Mesmo assim, é difícil acreditar que FHC, que teve importante papel na luta pela redemocratização do país, tenha agido conscientemente a serviço da CIA. Até hoje, inclusive, a mesma Fundação Ford financia algumas entidades de marca progressista, que agora deverão ficar mais vigilantes diante de qualquer “intromissão” desta instituição de triste história.
Apesar de descartar a tese conspirativa, não custa registrar que hoje FHC é um entusiasta da ação imperialista dos EUA na América Latina. Nos seus oito anos de reinado, a política externa nativa regrediu para a vexatória posição do “alinhamento automático”. Com sua ação servil, avançaram as negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), o projeto dos EUA de anexação colonial do região, e o Mercosul foi congelado. Ele também ratificou o acordo para implantação da base militar ianque em Alcântara (MA) e ressuscitou um tratado do período da “guerra fria”, o draconiano TIAR, que poderia levar o Brasil a participar da invasão imperialista do Iraque. Após os atentados de 11 de setembro, FHC autorizou a instalação de um escritório da CIA no Brasil.
Após ser desalojado do poder, o ex-presidente passou a prestar consultoria aos governos ianques. Junto com Carla Hill, ex-representante comercial dos EUA, ele coordenou um grupo sediado em Washington que alertou o presidente-terrorista George Bush para “os riscos da esquerdização da América Latina”, segundo artigo do Financial Times de fevereiro de 2005. Agente da CIA, como acusa Nery, FHC parece não ser. Mas que presta hoje muitos serviços aos EUA, não há dúvidas. Mesmo suas ações conspirativas e golpistas contra o governo Lula lembram as velhas práticas do “serviço de inteligência” do imperialismo estadunidense.
Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB e autor do livro “As encruzilhadas do sindicalismo” (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição).
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Jornalismo lambe-botas
“Tem gente que acha que é conto da carochinha. Ou que a gente exagera. Pois na noite desta quarta-feira, dia 5 de agosto de 2009, a TV Globo e William Waack mostraram que não. Poucas vezes vi uma matéria tão subserviente ao imperialismo. Poucas vezes um jornalista se curvou tanto. Se é que se pode usar o termo; jornalista, pra mim, é outra coisa. Na verdade, faltou pouco pro WW pedir um autógrafo ao general estadunidense. É realmente lamentável a cena. O apresentador (este sim, um termo mais apropriado) que enche a boca para esculhambar trabalhadores e favelados brasileiros, se derrete todinho para o assessor de Obama. Olheiras, talvez de quem não tenha dormido pensando na entrevista, perguntinhas vagabundas e, no final, um sorriso emocionado, agradecendo a oportunidade pelo momento. E tudo falado em inglês, claro, a língua do dominador.
A matéria propriamente dita (leia/assista aqui) faz parecer um grandissíssimo negócio permitir que os EUA explorem o pré-sal brasileiro, avaliado na ordem de trilhões de dólares. Em troca, receberíamos ajuda militar. Que grande bênção! Waack, por exemplo, descreve os marines como “a tropa mais aguerrida dos EUA”. Que o digam os civis iraquianos mutilados de hoje, ou os vietnamitas de ontem…
O WW ainda arruma espaço para atacar Hugo Chávez, fingindo esquecer que não foi um país chamado Venezuela quem apoiou uma ditadura sangrenta que sequestrou, torturou e matou milhares de brasileiros.
Só mesmo num país controlado por uma ditadura midiática matérias como essa vão ao ar impunemente. Um verdadeiro atentado à memória das vítimas dos anos de chumbo. Uma agressão à inteligência do telespectador. Um desserviço à sociedade.”
texto completo: Fazendo Média
domingo, 2 de agosto de 2009
Yes we can! Chavez no!

EUA revogaram 141 concessões de TV e rádio; ninguém reclamou Ernesto Carmona
04/05/2007


li no twitter do Arles
A Administração Federal de Comunicações (FCC na sigla em inglês), um órgão do governo dos Estados Unidos, fechou 141 concessionárias de rádio e TV entre 1934 e 1987. Em 40 desses casos, a FCC nem esperou que acabasse o prazo da concessão. Os dados foram levantados por Ernesto Carmona, presidente do Colégio de Jornalistas do Chile, no artigo intitulado Salvador Allende se revolve em sua tumba: senadores socialistas comparam Chávez a Pinochet.
Carmona polemiza valentemente com o moderado partido da presidente Michelle Bachelet. Mas o principal valor do artigo está no levantamento sobre concessões não renovadas, em diferentes países. Graças a ele, fica evidenciado a que ponto a mídia dominante, no Brasil e alhures, é capaz de usar uma política de dois pesos e duas medidas, ao cobrir a não renovação da concessão da RCTV venezuelana.
matéria completa no Grito dos Excluídos
segunda-feira, 6 de julho de 2009
O mundo maravilhoso das intervenções norte-americanas
Extraído do documentário de Michael Moore, Tiros em Columbine
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Para quem acreditou no Obama II

Coisas da Política - Da tortura e suas imagens
Mauro Santayana
O presidente Obama recomendou aos seus assessores jurídicos que impeçam a divulgação de fotos de torturas, tomadas nas dependências das Forças Armadas, depois que o Pentágono a havia autorizado. Segundo a imprensa, a Casa Branca teme que a publicação faça aumentar o sentimento contra os Estados Unidos no mundo. É muito difícil que as fotos, por mais horripilantes sejam, possam espantar mais do que a proibição, exatamente por iniciativa de Obama, que nos trouxera a boa-nova da justiça. Trata-se de uma bofetada nos olhos de cada um de nós, que esperávamos outro tempo, em Washington e no mundo. Como costuma ocorrer na História, o presidente começa a assumir a face de seu predecessor.
É provável que ele não consiga impedir a divulgação, uma vez que os tribunais, a pedido da União Americana pelas Liberdades Civis, determinaram ao Pentágono a entrega das imagens à imprensa. Acredita o presidente que, ao conhecer as sempre invocadas razões de segurança nacional, os juízes reconsiderem a decisão. Ao mesmo tempo, o governo informa que já puniu os que praticaram tortura. Os grandes responsáveis foram os que autorizaram os atos nefandos: o presidente Bush e seu grupo texano, e os oficiais que transmitiram a ordem para os procedimentos ilegais. Eles, por enquanto, estão a salvo.
texto completoPara quem acreditou no Obama
sexta-feira, 13 de março de 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Senado mexicano pede a Obama que encerre bloqueio a Cuba
A proposta do parlamento mexicano sugere ao presidente americano a colocar um fim, de maneira total e absoluta, "ao erroneamente chamado embargo comercial à irmã república de Cuba".
As senadoras María de Lourdes Rojo, Yeidckol Polevnsky, Rosario Ybarra e Adriana González, que foram encarregadas de redigir a proposta votada pelo Senado, indicaram que o bloqueio imposto pelos EUA à ilha caribenha é o mais prolongado e cruel da história da humanidade.
As senadoras também disseram que o objetivo da medida, qualificada de deplorável, foi desde o princípio destruir a Revolução Cubana, mas que "após meio século essa política fracassou totalmente".
As parlamentares assinalaram que o Ponto de Acordo, de urgente e óbvia resolução, concorda com a oferta do presidente americano de fechar o campo de concentração de Guantânamo.
Explicaram também que os senadores mexicanos receberam com enorme prazer a notícia sobre a decisão de Obama de encerrar de maneira permanente tal prisão, situada na base ilegal americana de Guantânamo.
"Se encerra assim, pelo menos parcialmente, o obscuro capítulo das detenções ilegais, dos traslados em voos clandestinos noturnos, do cerceamente à defesa dos detidos e, sobretudo, da tortura", afirmaram.
"É por isso que os integrantes desse corpo parlamentar devem se unir, para exortar de maneira respeituosa, mas contundente, o presidente Barack Obama, a mostrar ao mundo seu perfil de estadista e levantar para sempre o bloqueio econômico contra Cuba", observaram.
Caso a solicitação seja cumprida, poderá ser o início de uma nova etapa, de uma renovação das relações comerciais, culturais e também diplomáticas entre as duas nações", finalizaram.
Agência Bolivariana de Notícias (ABN)
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
sábado, 17 de janeiro de 2009
“While you’re shopping, bombs are dropping.”
Num ato em Nova Iorque, judeus e muçulmanos deixaram de lado o engodo da guerra religiosa e pediram paz. Diante das lojas, milhares de pessoas que compareceram ao ato cantavam: "Enquanto voces estão comprando, bombas estão caindo". Por que os bons exemplos da América do Norte são tão subnoticiados?
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Cinco décadas de agressões
Jean-Guy AllardDa agencia Granma
DA mesma forma como a CIA encarregou, em janeiro de 1959, o pai do congressista Lincoln Díaz Balart da criação do primeiro grupo terrorista que tentou derrubar a Revolução Cubana, a inteligência ianque permanece com sua mesma obsessão, 50 anos depois, orientando milionárias operações de desestabilização sob a cobertura de sua desprestigiada agência de ajuda humanitária, a Usaid.
Homem de confiança da inteligência norte-americana na cúpula do regime sanguinário de Fulgencio Batista, Rafael Díaz-Balart criou sua organização com a assessoria de um time de assassinos célebres da ditadura.
Essa primeira de uma interminável sucessão de "iniciativas" da CIA para acabar com a soberania de Cuba se caracterizou por uma série de complôs macabros, como o atentado de 22 de setembro de 1960, em Nova Iorque, no qual faleceu uma menina de 9 anos, Magdalena Urdaneta, vítima de uma bomba.
Texto completo aquidocumentário perturbante I

Confesso que sou fanático por documentários. "Razões para guerra" traz um alerta feito pelo presidente norte-americano Dwight David Eisenhower em 1961 ao término de seu mandato de oito anos. Ele afirma que o complexo industrial militar é fato novo na experiência americana, e que a sua influência é total: econômica, política e até espiritual. Mas o que mais me chama atenção é quando ele afirma categoricamente "que o potencial para a ascensão desastrosa de um poder deslocado existe e persistirá". E não é que ele tava certo? Só a guerra do Vietnã durou mais de 15 anos, a do Iraque está entrando no sexto ano, sem falar nos confrontos entorno de Israel, cujo maior fornecedor de armas são os Estados Unidos.
Em outro trecho do filme, Charlmes Jonhson (ex-agente da CIA) sintetisa: "o orçamento da desfesa são 3/4 de um trilhão de dolares(...) quando a guerra se torna lucrativa a esse ponto, vocês verão mais dela."
