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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Pais e Professores da EMEF Amorim Lima declaram apoio à Dilma.

Festivais realizados esse ano na EMEF Amorim Lima.

Pais e professores da escola têm panfletado no bairro após as aulas, lutando para que a melhora da educação e a redução da desigualdade social continuem a progredir no Brasil. Segue abaixo a carta que eles redigiram.

Carta à Comunidade do Butantã

Nós um grupo de pais mães e educadores, nos dirigimos à comunidade do Butantã para esclarecer alguns dos motivos que nos levaram a assumir abertamente nosso apoio à candidatura de Dilma Roussef à presidência da República.

Nós que fazemos parte de uma escola, cujas paredes das salas de aula foram quebradas, sonhamos mais: sonhamos ver quebradas muitas outras; como as paredes do preconceito e da intolerância que separam homens e mulheres; as paredes da miséria, da desigualdade e da exploração do ser humano pelo ser humano. Acreditamos que é através da formação das nossas crianças e jovens que essas e outras tantas paredes podem ser derrubadas.

Hoje muitas crianças chegam a escola com uma opinião e pouca reflexão sobre as informações veiculadas pelo vale tudo das campanhas eleitorais. É no mínimo escandaloso ouvir uma criança dizer que a candidata Dilma é “a favor da morte de criancinhas”. Sob uma máscara da imparcialidade, os grandes veiculadores de informação querem nos enfiar goela abaixo o seu apoio ao candidato Serra.

Muitos eleitores estão cansados e até desencantados com a política brasileira, mas é preciso não esquecer que a corrupção é nossa inimiga antiga e faz parte da formação da nossa sociedade. As mudanças não acontecem como um passe de mágica. É preciso que não esqueçamos também que nossa jovem democracia nos possibilitou elegermos um operário como presidente. Agora precisamos quebrar as paredes do preconceito e eleger uma mulher para presidir o país.

Temos a convicção de que o governo atual está comprometido com a educação e em diminuir a pobreza no Brasil, por isso queremos a continuidade e a melhoria das políticas públicas que ampliaram o acesso às Universidades e reduziram a faixa da população em extrema pobreza, garantindo alguns direitos mínimos ao cidadão. É preciso que fique claro, neste momento, que existem dois caminhos muito diferentes para o Brasil no que se refere à economia e ao exercício do poder e optar simplesmente por anular ou votar em branco significa não se responsabilizar e deixar que alguém escolha por você.

Por tudo isso, reafirmamos nosso apoio à Dilma.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

REITORIA DA USP E GOVERNO SERRA MANDAM POLÍCIA CONTRA A GREVE DE TRABALHADORES


COMUNICADO URGENTE:

REITORIA DA USP E GOVERNO SERRA MANDAM POLÍCIA CONTRA A GREVE DE TRABALHADORES

Desde a madrugada de hoje, 01 de junho, nós, trabalhadores da USP, estamos sofrendo mais um ato de repressão inadmissível. A universidade amanheceu completamente sitiada pela polícia. Em cada unidade da universidade há pelo menos uma viatura, e em frente ao prédio da reitoria há uma concentração de dezenas de policiais. Os policiais estão com uma atitude provocativa frente aos trabalhadores, arrancando as faixas dos grevistas, buscando abertamente causar incidentes. Isso se dá justamente após a reitoria, apoiada pelo governo do estado, ter suspendido as negociações com os trabalhadores de maneira completamente arbitrária.

Nós, trabalhadores da USP, estamos em greve desde o dia 5 de maio por aumento de salário, em defesa de 5 mil trabalhadores que tem seus postos de trabalho ameaçados, pelas demandas do hospital universitário, e outras pautas específicas, e pela reintegração de Claudionor Brandão, diretor do SINTUSP demitido. A demissão de Claudionor Brandão é produto da perseguição política aos trabalhadores e ao sindicato, protagonizada pela reitoria e pelo governo Serra. Trata-se de uma política marcada pela prática anti-sindical e anti-democrática que abre um gravíssimo precedente para todos os trabalhadores brasileiros. Não podemos permitir que os trabalhadores da USP e sua legítima mobilização em defesa da democracia na universidade sofram esta coerção policial.

Chamamos todos os meios de comunicação, ativistas dos direitos humanos, sindicatos, organizações políticas, estudantes e integrantes dos movimentos sociais a se unirem a nós e impedirem esta ofensiva, que é parte da escandalosa criminalização dos movimentos sociais, prática que tem se generalizado pelo país. Chamamos todos a enviarem moções de repudio para a reitoria da USP, exigindo a retirada imediata dos efetivos policiais, e a se concentrarem na frente da reitoria, e cercar de solidariedade os trabalhadores da USP em greve há 27 dias.

Claudionor Brandão

Comando de Greve da USP

sábado, 30 de maio de 2009

Professores de São Paulo em greve a partir de Quarta

Reunidos em assembleia na Praça da República, cerca de cinco mil professores aprovaram por unanimidade a discordância em relação aos Projetos de Lei Complementar 19 e 20 e o calendário de mobilização contra mais estas medidas autoritárias do governo José Serra. Como havia dois encaminhamento parecidos, a mesa diretora propôs um acordo e os professores aprovaram greve a partir da próxima quarta-feira, 3, com a realização de nova assembleia no estacionamento da Assembleia Legislativa, a partir das 14 horas; na mesma data, a partir das 14h30, haverá audiência pública no auditório Juscelino Kubitschek da Alesp justamente para discutir os projetos de lei.
fonte: Apeoesp