terça-feira, 10 de março de 2009

EXCOMUNGUE-SE!




Já está mais do que cansado da Igreja Católica, do Vaticano
e de todas as suas pretensas verdades e (imensos) equívocos históricos?

Ficou embasbacado ou furioso com as últimas notícias?


EXCOMUNGUE-SE!
Faça hoje mesmo o seu pedido para a autoridade clerical mais próxima!


Em São Paulo:

Arcebispo DOM ODILO PEDRO SCHERER

Arquidiocese de São Paulo
Avenida Higienópolis, 890 - São Paulo - SP
CEP 01238-908
Fone: (11) 3826.0133

Fax: (11) 3825.4414
E-mail: vicariatocom@ uol.com.br





Carta Modelo de Pedido de Excomunhão*
inspire-se e escreva a sua, e mande para a gente!

Desbatismo
Por Waldir Figueiredo Reccanello
Guarapuava, 27 de janeiro de 2004.
À Diocese de Guarapuava
A/C: Dom Antônio Wagner da Silva, SCJ - Bispo Diocesano e
Dom Giovanni Zerbini, SDB - Bispo Emérito

Prezados Senhores,
Tendo sido batizado na igreja da paróquia Cristo Rei, da cidade de Cornélio Procópio - PR, no dia 08 de maio de 1977, sob o nome Waldir Figueiredo Reccanello (filho de Valdir Reccanello e Laís Helena Figueiredo Reccanello), é o presente para solicitar a remoção de meu nome daqueles registros de batismo com a seguinte menção: "declarado apóstata por carta escrita datada de 27 de janeiro de 2004".
Conseqüentemente, exijo que seja declara, incontinenti, minha excomunhão nos termos do § 1.º do Cânone 1364 do Código Canônico: "Apostata a fide, haereticus vel schismaticus in excommunicationem latae sententiae incurrit [...]".[1]
De fato, minhas convicções religiosas e filosóficas não correspondem àquelas das pessoas que estimaram em ter-me batizado.
Assim, e agindo desta maneira, os seus escrúpulos da verdade - e os meus - serão aliviados, e os seus registros ficarão isentos de qualquer ambiguidade.
Dos requisitos para a excomunhão
Afirma o Cânone 751 do Código Canônico: "Dicitur haeresis, pertinax, post receptum baptismum, alicuius veritatis fide divina et catholica credendae denegatio, aut de eadem pertinax dubidatio; apostasia, fidei christianae ex toto repudiatio; schisma, subiectiones Summo Pontifici aut communionis cum Eclesiae membris eidem subditis decretatio".[2]
Conforme lição de Carlos Corral Salvador e José Maria Urteaga Embil [3], o conceito de Apóstata aparece no cânone 751: "Apostasia é o repúdio total da fé cristã".
Existe este repúdio, quando se repudia o próprio fundamento da fé cristã, quer dizer, os mistérios da Trindade e da Encarnação. É apóstata da fé cristã quem rejeita Jesus Homem-Deus, pois a fé cristã consiste substancialmente na revelação que Deus fez, em Jesus, Deus e Homem.
É necessário, porém, distinguir o pecado de apostasia do delito de apostasia. O cânone 751 declara quem é Apóstata, no sentido teológico e moral. Mas, para que o pecado de apostasia seja também delito de apostasia, é preciso comprovar se existem elementos essenciais do delito, de modo especial os indicados no cânone 1330. Para que exista o delito de apostasia, é preciso que o repúdio da fé cristã, enquanto tal, seja externo; e, para que possa ser considerado consumado, é preciso que seja percebido por alguém.
Outro não é o caso!
Meu ato é externo, posto que escrito, e percebido por alguém, os senhores, que dele são testemunhas.
A pena prevista para o apóstata, como também, em seu caso, para o herege e o cismático, é, de acordo com o cânone 1364, a excomunhão latae sententiae.
Ainda no cânone 751, define-se a Cisma como a recusa de sujeição ao Sumo Pontífice ou de comunhão com os membros da Igreja a ele sujeitos. Quem se subtrai à obediência da Igreja e à comunhão constitui-se propriamente em Cismático, pois o pecado de cisma consiste em recusa de sujeição ao Sumo Pontífice ou de comunhão com os membros da Igreja a ele sujeitos, independentemente do motivo que haja para tanto. Esse fiel incidiria numa rejeição formal da Igreja católica, de que fala o cânone 1117.
Já a Heresia se trata da negação ou dúvida pertinaz de uma verdade que deve ser crida com fé divina e católica da parte de um batizado. No cânone 750[4] indicam-se quais as verdades de fé divina e católica.
Com relação à gravidade do presente ato, e conforme declarava o Código Canônico de 1917, a pena é latae sententiae (ou automática) se vai unida, de tal forma, à lei ou ao preceito, que se incorre nela pelo próprio fato de se ter cometido o delito, não sendo necessário que o juiz ou o Superior a aplique. No mesmo Código, definia-se o "dolo", em matéria penal, como a vontade manifesta de violar a lei.
Essas definições estão claras na presente missiva, não podendo ser negadas, além de continuar sendo válidas atualmente. "Delito doloso" será, pois, o delito cometido à ciência e consciência de que se está transgredindo um preceito legal.
Da motivação para a excomunhão
Reconheço que para a igreja é muito mais fácil reconhecer outras superstições, e que, não sendo familiarizada com o racionalismo, ela (a igreja) tem dificuldade em aceitar a decisão de renúncia da fé religiosa.
Portanto, como forma de confissão pública de minhas intenções de ser excomungado, e para ter certeza de que minha blasfêmia esteja suficientemente clara, afirmo:

Eu não sou mais um Católico Romano.

Eu não aceito a posição da igreja sobre o controle de natalidade e sobre o aborto.
Eu não acredito em orações, milagres ou em teologia, eu não tenho posto os pés em uma igreja por anos, exceto para casamentos e funerais, e eu não quero continuar a ser computado como católico.

Eu sou ateu.
Eu, por meio desta, renuncio a todas as armadilhas da religião.
Eu renuncio a todas as bênçãos, benefícios, graças, santificações e vantagens supostamente conferidas a mim por qualquer ato religioso realizado por mim ou em meu benefício no passado, no presente ou no
futuro.

Eu condeno a monstruosa idéia do pecado original, e renuncio a qualquer batismo feito por mim ou em meu benefício com a intenção de retirar este dito pecado de mim.
Eu rejeito como ridícula a idéia dos sacrifícios expiatórios e de seus presumidos benefícios.
Eu não creio na existência de (d)eus ou de deuses, reinos sobrenaturais ou vida após a morte, e não agirei como se eles existissem.
Eu não creio que qualquer livro, construção, local, pessoa pensamento ou ato seja santificados e eu não fingirei que eles são.
Eu me recuso à sujeição ao Sumo Pontífice da Igreja Católica Apostólica Romana.
Eu não penso que orações sejam mais do que meras conversas consigo próprio, e não vou fingir que sejam.
Eu não creio que qualquer pessoa seja mais santificada que qualquer outra, ou que qualquer ser humano deva ser mais elevado em relação a outro por qualquer motivo, seja por ancestralidade, raça, sexo, ocupação, crença ou qualquer outra razão, e não fingirei que seja.
Como pessoa racional e de princípios que sou, incomoda-me muito o fato de que alguém em algum lugar, possa me incluir com um membro de uma superstição irracional que tem causado, e ainda causa, irreparáveis danos à humanidade, e com a qual estou em profundo desacordo.
Por favor, removam meu nome dos registros da igreja, efetivem minha excomunhão, e registrem que eu não mais sou um Católico Romano.
Solicito, por fim, confirmação escrita deste ato e, por favor, sejam o mais rápido possível.
Não pense que esta carta foi escrita em algum momento de furor insano e inconseqüente contra sua instituição religiosa. Muito antes e pelo contrário.
Eu sei que esta carta envolve excomunhão e estou a par das implicações e das conseqüências de meu ato.
E, para terminar, afirmo que faço isto de plena consciência, de livre e espontânea vontade, e com grande alegria por me ver livre do fardo de ser considerado católico.
Nestes termos
Cética, laica e atenciosamente

____________ _________ _______
Waldir Figueiredo Reccanello
XXX – Batel - Guarapuava - PR



(*) Descoberta do Apocalipse Motorizado


--
Mariana Cavalcante
http://girame. wordpress. com

Quero ser excomungado por Dom José


lula, atirando o sapato em Dom José
Esse país é mesmo o país da piada pronta. Veja você que Protógenes tentou colocar um vigarista na cadeia e o Juiz Supremo quer prendê-lo, não o vigarista, mas o delegado que o desnudou diante da opinião pública.
Agora surge um homem em vestes cafonas, com cara de moribundo e, diante de um espetacular caso de misericórdia, abre a batina e solta de lá uma excomunhão contra a criança estuprada. O clérigo puniu a vítima!
O mais indignante é que no dia internacional da mulher, um senhorzinho religioso aparece para mostrar que o mundo dele ainda é machista, e que machistas deveriam ser o estado e a ciência.
O bispo queria que a menina seguisse grávida de outra menina porque ele diz que defende o direito à vida. Mas como a menina de nove anos de idade corria risco de morte se continuasse com a gestação, logo, subentende-se que o bispo defendia a vida do... estuprador.
Dom José fala em nome de um Deus no qual ele acredita e nos força a acreditar. E diz que sua sentença obedece à igreja, que por sua vez obedece a Bíblia Sagrada, que por sua vez protege a vida.
Mas com os diabos. Eu leio a Bíblia, é um livro sobre a morte e não sobre a vida. Tem a história de um baixinho que mata um gigante e que Jesus se torna rei por descender deste baixinho assassino. E sobre um malandro chamado Jacó, que dá porrada em anjo, sacaneia o irmão, engana o pai e engravida as duas filhas do tio Labão e as duas empregadas das mesmas.
É um livro para quem tem estômago. Versa sobre estupros, a própria filha de Jacó foi estuprada pelo príncipe Siquém; tem o pai que cai numa pegadinha de Deus que o manda matar o próprio filho e depois fala que tava de brincadeira. Nesse livro também ouço choro e ranger de dentes. É um livro repleto de parricídio, filhicídio, genocídio, etnocídio, reigicídio; uma mulher que vira estátua, duas cidades aniquiladas e sua população ardendo pelo fogo; a covardia ocorrida no Egito, soldados morrendo afogados, inocentes primogênitos morrendo envenenados; muralhas caindo e o povo sendo morto ao fio da espada; irmão matando irmão... e o livro termina, veja você, com um deus nu, morto e pendurado no madeiro e uma profecia escatológica de que tudo será destruído.
O livro parece que foi escrito por Gilmar Mendes e Dom José. O que me deixa indignado são as bobagens que o religioso profere, diante das câmeras, às escâncaras. Porque a excomunhão contra a jovem e sua família não é nada. Significa somente que elas não poderão mais comer aquele pãozinho na missa e outras bobagens. Por que Deus, que perdoa poucos, há de jogar fogo sobre este bispo e sobre o Supremo Juiz, pra mostrar quem é de fato que julga!
Lelê Teles, Brasília

Dilma quer que casa seja dada à mulher



O governo pretende priorizar o acesso aos financiamentos do pacote habitacional às mulheres, assim como já é prática na distribuição dos benefícios do Bolsa Família, afirmou nesta segunda-feira (9) a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). O programa está em elaboração pelo governo desde o fim do ano passado e deve ser anunciado nas próximas semanas.

"Consideramos essencial que o financiamento ou o acesso a essas moradias sejam prioritariamente dado às mulheres", disse Dilma em discurso durante abertura de seminário sobre a saúde da mulher, que faz parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher.

blogue do Anselmo Raposo

domingo, 8 de março de 2009

Serra e os vampiros




O inquérito sigiloso da Operação
Vampiro mostra como a quadrilha agiu
livremente na gestão de José Serra, sem
ser investigada. E prova que Serra sabia
Por Hugo Marques

O candidato a governador de São Paulo José Serra tem assuntos pendentes em Brasília. Entre março de 1998 e fevereiro de 2002, quando ocupou o cargo de ministro da Saúde, seis subordinados dele se juntaram à máfia dos “vampiros” para comprar derivados de sangue com dinheiro público – e a preços superfaturados. Todos foram indiciados; cinco deles, por formação de quadrilha. O relatório sigiloso da Operação Vampiro, que a Polícia Federal finalizou em agosto, concluiu que existia uma “organização criminosa” controlando as compras de hemoderivados na gestão Serra. Na quinta-feira 21, o procurador da República Gustavo Pessanha dava os últimos retoques no texto da denúncia que apresenta à Justiça Federal de Brasília, nesta segunda-feira 25. Empilhados, os documentos alcançam um metro de altura. Há detalhes no inquérito que podem trazer mais dores de cabeça para José Serra. Para começar, a investigação prova que Serra sabia da existência da quadrilha.

Em suas investigações, a Polícia Federal descobriu que, em 2001, chegou uma denúncia anônima encaminhada diretamente a José Serra e protocolada no Ministério da Saúde. Segundo o relatório da PF, a denúncia “dá conta da prática de diversos crimes”. Havia dois acusados. Um deles era Platão Fischer Puhler, diretor do Departamento de Programas Estratégicos e um dos homens de confiança do ministro. O outro era o empresário Jaisler Jabour, que mais tarde se descobriu ser o chefe do braço na iniciativa privada dos vampiros. Segundo a denúncia, Platão estava cometendo “as maiores barbaridades” no milionário setor de compras, em parceria com Jabour. Ele dizia que a preferência dos envolvidos era por compras internacionais, que facilitariam depósitos em contas bancárias estrangeiras. “O que está ocorrendo nesta área é um escândalo”, dizia a denúncia. A polícia constatou que Serra recebeu o documento. E leu. O que fez Serra? Em vez de protocolar um ofício formal na PF, mandou o próprio Platão, o acusado, ir lá para denunciar a si mesmo. Curiosamente, nada aconteceu. O caso dos vampiros só estourou três anos depois, durante o governo Lula.

Em maio último, Platão foi chamado pela PF para dar explicações sobre os
vampiros. Ele confirmou que aquela denúncia o acusava naquele período de crime de extorsão. Platão confirma que Serra pediu que ele fosse à PF, na companhia de Barjas Negri, o então secretário-executivo que agora é acusado pela família Vedoin de envolvimento com a máfia das ambulâncias. Platão Fischer Puhler, àquela altura, atuava como “curinga” de Serra, gozando de “muito prestígio” junto ao ministro, conforme declarou o servidor Nilton Pinheiro à PF. Por 15 anos, Nilton presidiu investigações disciplinares contra servidores da Saúde, mas foi “encostado” na gestão do tucano. Quando estourou a Operação Vampiro, Nilton participou das apurações e descobriu “dezenas de processos” pendentes de investigações na Saúde. Ele contou na PF que sumiram inúmeros bens e documentos na Central de Medicamentos, Ceme, quando o interventor era Platão. Denunciou ainda uma compra em quantidade “exorbitante” de espermicida Nonoxinol, para evitar
gravidez na população de baixa renda.

Outra testemunha-chave é a secretária de Platão, Rozuíla Maura Cunha. Ela foi à
PF e confirmou a compra de espermicida. Ela foi mais além e detalhou como
nasceu a idéia de montar um comitê eleitoral para Serra, ainda em 2002. Platão, disse ela, afastou-se das funções no Ministério para montar um comitê eleitoral
na Asa Sul, no centro de Brasília. Platão chamou Rozuíla para trabalhar por dois meses no comitê. A empresa Voetur, contou Rozuíla à polícia, participou da montagem do comitê pró-Serra, fornecendo telefones, estrutura para computador
e camisetas. Desde 2002, a Voetur vem sendo envolvida em sucessivas denúncias de irregularidades em contratos com vários ministérios. Rozuíla afirmou que Platão tinha bom relacionamento com os empresários que representam a Voetur, entre
eles Raimundo Brasil. Os empresários, acrescentou, compareceram várias vezes
ao comitê de Serra. Ao final do depoimento de Rozuíla, o delegado registrou que
a Voetur aparece em auditorias do Ministério da Saúde como empresa envolvida
em possível fraude e que tal investigação deverá ser sacramentada em inquérito próprio. O Ministério da Saúde já pagou mais de R$ 80 milhões à Voetur. Platão
tinha sucessivas reuniões em sua sala com o vampiro Jabour, segundo
depoimento de Rozuíla.

A secretária-adjunta de Platão no Ministério da Saúde, Abadia Francisca de Araújo, confirmou que a Voetur pagou praticamente toda a montagem do comitê de Serra. “Platão comentou com todos que a Voetur foi quem bancou todas as despesas daquele comitê”, declarou Abadia. Ela revelou ainda que Platão viajava muito para o interior e para o Exterior com passagens pagas pelos laboratórios. Quando o Ministério pagava as passagens, disse, Platão não as utilizava e ainda trocava por dinheiro. “Todos os laboratórios bancavam passagens para Platão”, declarou. Platão tinha o hábito de receber presentes dos laboratórios, como relógios. Os presentes, revelou à PF, eram entregues na residência de Platão. Nessa época, o curinga de Serra levava a família todos os anos para um tour pela Europa. A secretária Rozuíla disse à PF que certa vez Platão pediu uma passagem aérea para um homem chamado Lincoln, da empresa Glaxxon.

Motorista de Platão na Ceme e no Ministério da Saúde, Manoel Ramos Macedo confirmou na PF as viagens gratuitas do chefe. Ele diz ter levado Platão várias
vezes ao hangar que ele se lembrava como sendo da Voetur. “Platão dizia que ia pegar uma carona de avião, quase sempre com destino a Uberaba”, disse o motorista. O curinga de Serra começou a namorar uma moça chamada Taís. A secretária-adjunta Abadia Francisca conta que Platão deu à moça um apartamento
e um carro. O pai da moça ganhou emprego na Voetur e a mãe na Anvisa. Para cativar a moça, Abadia afirmou que Platão “chegou ao ponto de utilizar o helicóptero” do indiano Naresh. Trata-se de Naresh Kumae Vashist, representante da Hetero Drugs, da Índia, fabricante de coquetel contra Aids. Ele afirmou que
Platão freqüentava sua residência, à noite. Nessas visitas, contou o indiano à PF, Platão queria convencer a Hetero a firmar parceria com a Nova Índia, fabricante de genéricos veterinários em Uberaba, sua cidade. Em seu depoimento à PF, Platão Fischer confirmou que várias pessoas deram móveis, cadeiras, balões, bolas e telefones para o comitê de Serra. Entre os empresários que contribuíram, diz ele, estavam os senhores Brasil, da Voetur, e Leoberto, da empresa Air Way. Mas o Comitê Nacional do PSDB não declarou estas despesas na prestação de contas apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral.

Fonte: IstoÉ

Propaganda Soviética

"Isso é o que a Revolução de Outubro deu à classe trabalhadora e às camponezas"; "casa para mãe e criança". A mulher acena em direção à livraria, cafeteria, clube de trabalhadores, escola para adultos. A primeira Constituição Soviética de 1918 proclamava igualdade de gênero no lar, no trabalho e na sociedade. As mulheres foram liberadas para frequentar a universidade, trabalhar, se divorciar, serem donas de propriedade privada, votarem e serem eleitas a cargos públicos.

Museu Internacional da Mulher

Como ultrapassar 100 carros em 5 minutos

quinta-feira, 5 de março de 2009

A pauta que passou batida



Há um cadáver sobre a mesa da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), mas a chamada grande imprensa não consegue enxergar. O morto atendia pelo nome de Marcelo Cavalcante, foi assessor da governadora no tempo em que ela era deputada federal e era chefe da representação do Rio Grande do Sul em Brasília. Apareceu boiando no Lago Paranoá, e a versão oficial é de que teria se suicidado, atirando-se da ponte Juscelino Kubitschek.

A imprensa gaúcha de maior visibilidade aceitou sem qualquer reserva a tese do suicídio, embora o personagem merecesse uma atenção maior.

Marcelo Cavalcante era uma das testemunhas cruciais no processo resultante da chamada "Operação Rodin", que investigou fraudes e um amplo esquema de arrecadação ilegal de fundos no Detran gaúcho. Ele estava convocado para prestar depoimento ao Ministério Público Federal após o carnaval.

Seu cadáver foi encontrado no dia 17 de fevereiro, a terça-feira anterior ao carnaval. O enterro foi realizado rapidamente. Talvez com pressa demais para as circunstâncias que envolveram sua morte.

Falta de apetite

O governo gaúcho e a imprensa local anunciaram em uníssono que Marcelo Cavalcante foi induzido ao suicídio por conta de perseguições políticas.

O discurso é tão canhestro que não escapa até ao observador mais distraído a tentativa de jogar o cadáver no colo dos deputados do PSOL, que tentam estimular os jornalistas a prestarem mais atenção ao que pode ser um grande escândalo na administração Yeda Crusius.

O caso guarda algumas semelhanças com o assassinato do ex-prefeito Celso Daniel, de Santo André, região metropolitana de São Paulo.

Pouco antes de morrer, Cavalcante teria manifestado interesse em entrar para o programa de proteção de testemunhas do Ministério da Justiça. Mas nem de longe isso mereceu da imprensa qualquer menção. A não ser a Folha de S.Paulo, que dedicou alguma atenção ao acontecimento, o assunto parece incapaz de mexer com a curiosidade natural dos jornalistas.Apenas alguns blogs acompanham o caso. Ninguém foi checar a autópsia, ninguém se interessou em saber se as câmeras da Ponte Juscelino Kubitschek gravaram o suposto suicídio, ninguém tratou de reconstituir os últimos passos do morto.

Estranho. Muito estranho.

extraído de http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=526JDB015


quarta-feira, 4 de março de 2009

32 anos depois...


"Mensagem do Senhor Presidente da República para a sessão especial de anistia do ex-Presidente João Goulart na XX Conferência Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB):

É com muita honra e satisfação que vejo realizar-se a XX Conferência Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, histórica entidade da defesa das liberdades públicas e do império da Lei sobre o arbítrio. Este evento permite-nos ver de forma inequívoca a consolidação do regime democrático no país. Vivemos hoje o maior período contínuo da história brasileira sob um regime democrático, e hoje podemos, de forma livre, discutir o Estado de Direito, em oposição ao Estado Policial - inclusive tema desta Conferência -, e avançar na construção de um modelo participativo de sociedade, onde o desenvolvimento é calçado na afirmação da liberdade, na melhor distribuição da riqueza e na estabilidade econômica.

O evento de hoje homenageia a um grande líder da nação, o ex-Presidente João Belchor Marques Goulart. Nunca será demais destacar o papel heróico de Jango para o povo brasileiro, uma vez que ele representa como poucos o ideal de um Brasil mais justo, mais igualitário e mais democrático. Infatigável defensor da pátria e das reformas de base , Jango viu o ocaso do Estado de Direito no Brasil, que o obrigou ao exílio, do qual retornou sem vida, para ser sepultado em sua amada terra natal.

O ato de hoje não apenas homenageia sua memória, mas também marca o pedido oficial de desculpas do Estado brasileiro, pela sua Comissão de Anistia, que em nome do povo reconhece os erros do passado e pede desculpas a um homem que defendeu a nação e o seu povo do qual jamais poderíamos ter prescindido. Mais que isso, este ato representa a renovação do compromisso público firmado por nossa sociedade em 1988, de avançar na consolidação de um projeto de nação calçado na liberdade , na valorização da diferença e na preservação da vida acima de qualquer outro valor.

Por todas essas razões, vivemos hoje um momento único, um momento de reconciliação do povo com seus heróis, um momento de afirmação da democracia e da liberdade. Esse é o sentido da anistia: promover o reencontro de um povo com a sua história."

Luiz Inácio Lula da Silva Presidente da República Federativa do Brasil

segunda-feira, 2 de março de 2009

"Ditabranda": Marcelo Coelho tenta justificar o patrão

Texto extraído de http://www.rodrigovianna.com.br/

segunda-feira, 02 de março de 2009 às 09:45

O Marcelo Coelho (colunista da "Folha") decidiu escrever sobre a "ditabranda".
O texto está no blog dele http://marcelocoelho.folha.blog.uol.com.br/.

Marcelo reconhece que o termo usado em editorial pelo jornal, para se referir ao regime millitar brasileiro (1964-1985) é "infeliz". Ufa, que alívio!

Mas, depois, ele se rende a um lamentável contorcionismo verbal, para tentar justificar a posição do jornal.

Hum...


"Marcelo quer agradar o patrão?"

Os leitores não são bobos. Por isso, Marcelo apanha feio nos comentários do blog. Um dos leitores chega a dizer: "não faça isso com o seu nome, com sua memória. Um emprego na Folha não vale sua alma".

Hum... Será que não vale?

Marcelo não é só colunista. É membro do Conselho Editorial da "Folha". Há muito o que defender, portanto.



"Gaspari: Folha dava carona pro DOI-CODI"

Dois argumentos usados por ele me deixaram levemente irritado (não muito, porque já não esperava grande coisa de quem cumpre o papel de escrever pra livrar a cara do patrão).

1) Marcelo diz que a carta de Fabio Konder Comparato trazia uma intenção oculta: "Tratava-se de defender Chávez, mais do que acreditar na tese de que a “Folha” teria passado a apoiar a ditadura. A resposta de Otavio a Comparato quis denunciar essa hipocrisia, essa indignação postiça, chamando-a de cínica."

Fui reler a carta de Comparato, para ver como o brilhante professor tinha feito a defesa de Chavez. Não encontrei, no texto de Comparato, nenhuma referência ao presidente da Venezuela.

Queria que o Marcelo nos mostrasse onde está a defesa de Chavez. Por favor, Marcelo, onde está?

Falo de fatos, não de opinião. Não há defesa de Chavez na carta de Comparato. A não ser que Marcelo tenha advinhado as intenções malévolas do professor!

E, outra coisa: ainda que Comparato defendesse Chavez (o que não ocorreu), isso não muda o fato de a "Folha" ter usado um termo errado, absurdo, para se referir a um regime que torturava, matava, e coordenava a "Operação Condor" em toda a América do Sul: a ditadura brasileira.

2) Marcelo também embarca na mitologia de uma "Folha" democrática.
"Há pelo menos 30 anos, a “Folha” reprova o autoritarismo. Teve, se não me falha a memória, papel importante na luta contra o regime militar."

Desculpe, Marcelo, mas sua memória falha.
Talvez, você esteja confuso, diante dos compromissos com o nono andar da rua Barão de Limeira.

A "Folha", onde trabalhei por 3 anos no início dos anos 90, teve um papel importante na campanha das Diretas-Já. Isso é fato.

O jornal sentiu que o vento estava soprando pro lado da democracia, e resolveu aderir. Aproveitou o "nicho de mercado", trouxe intelectuais para a página 3, deu voz à sociedade civil. Mas, isso tudo, só depois da Anistia em 79.

Antes disso, Marcelo, a família Frias estava colada com a ditadura. E com a linha-dura dos militares.

Veja o que Mino Carta conta sobre o jornal (a declaração de Mino consta de artigo do jornalista Alípio Freire, que me chega pela internet):
"(...) hoje você vê esses anúncios da Folha - o jornal desse menino idiota chamado Otavinho [Otavio Frias Filho] - esses anúncios contam de um jeito que parece que a Folha, nos anos de chumbo, sofreu muito, mas não sofreu nada. Quando houve uma mínima pressão, o sr. Frias afastou o Cláudio Abramo da direção do jornal. Digo que foi a "mínima pressão" porque o sr. Frias estava envolvido na pior das candidaturas possíveis, na sucessão do general Geisel. A Folha estava envolvida com o pior, apoiava o Frota [general Sílvio Frota, ministro do Exército no governo Geisel]. O Claudio Abramo foi afastado por isso.“
("A mídia implorava pela intervenção militar" Entrevista com Mino Carta. Por Adriana Souza Silva, da Redação AOL, abril de 2004)

Marcelo, como você sabe, por ser amigo íntimo da família, o velho Frias e os filhos tiveram que morar no prédio da "Folha", porque temiam as ações da esquerda armada nos anos 70.

E por que? Porque a "Folha" punha seus carros de entregar jornal a serviço da meganha da OBAN, a serviço dos torturadores. Nos anos 70, esse era o "nicho" onde seu Frias e o sócio Carlos Caldeira colhiam bons negócios.

Não sou eu que estou dizendo, Marcelo.

Em "A Ditadura Escancarada", Élio Gáspari (hoje, colunista da "Folha") solta (sem grande alarde, porque ele não está aqui para causar constrangimentos à família Frias) uma informação interessante:
"Carros da empresa [Folha] eram emprestados ao DOI, que os usava como cobertura para transportar presos na busca de 'pontos' " (p. 395).

Hum...

Não é só o Ivan Seixas quem diz. O Élio Gáspari também sabe. Escreveu e nunca foi desmentido pelo jornal.

E por que? Porque até as horrorosas pastilhas que enfeitam o prédio da "Folha", na rua Barão de Limeira, sabem que isso é verdade.

Mas, a "Folha" segue posando de democrata.

Os Mesquita não são santos. Apoiaram o golpe de 64. Depois, se arrependeram publicamente, e passaram à oposição. Nunca emprestaram carro pra torturador. A história do "Estadão" está aí. Ninguém precisa reescrevê-la.

Já a "Folha" tem um passado a ocultar. Coisa feia.

Todos nós erramos, não é, Marcelo?
Quando isso acontece, o melhor a fazer é reconhecer o erro, pedir desculpas, e tentar repará-lo, quando for possível.

A "Folha" se nega a fazer isso. O Otavinho (que devia ir criar galinhas) prefere insultar professores covardemente.

Mas, você, Marcelo, podia pedir desculpas pelo artigo lamentável no seu blog. Teria todo o meu respeito. Porque erros todos nós cometemos.

Abaixo assinado contra revisionismo histórico da "Trolha" de São Paulo

REPÚDIO E SOLIDARIEDADE

Ante a viva lembrança da dura e permanente violência desencadeada pelo regime militar de 1964, os abaixo-assinados manifestam seu mais firme e veemente repúdio à arbitrária e inverídica revisão histórica contida no editorial da Folha de S. Paulo do dia 17 de fevereiro de 2009. Ao denominar ditabranda o regime político vigente no Brasil de 1964 a 1985, a direção editorial do jornal insulta e avilta a memória dos muitos brasileiros e brasileiras que lutaram pela redemocratização do país. Perseguições, prisões iniquas, torturas, assassinatos, suicídios forjados e execuções sumarias foram crimes corriqueiramente praticados pela ditadura militar no período mais longo e sombrio da historia polí­tica brasileira. O estelionato semânticoo manifesto pelo neologismo ditabranda e, a rigor, uma fraudulenta revisãohistóricaa forjada por uma minoria que se beneficiou da suspensão das liberdades e direitos democráticoss no pós-1964.
Repudiamos, de forma igualmente firme e contundente, a Nota de redação, publicada pelo jornal em 20 de fevereiro (p. 3) em resposta as cartas enviadas ao Painel do Leitor pelos professores Maria Victoria de Mesquita Benevides e Fábio Konder Comparato. Sem razões ou argumentos, a Folha de S. Paulo perpetrou ataques ignominiosos,arbitrárioss e irresponsáveis a atuação desses dois combativos acadêmicos e intelectuais brasileiros. Assim, vimos manifestar-lhes nosso irrestrito apoio e solidariedade ante as insólitas criticas pessoais e politicas contidas na infamante nota da direção editorial do jornal.
Pela luta pertinaz e consequente em defesa dos direitos humanos, Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato merecem o reconhecimento e o respeito de todo o povo brasileiro.

Clique aqui para assinar o manifesto