sábado, 21 de novembro de 2009
Berzoini pariticipa da enquete do Vendedor de Bananas e desafia a oposição: Façam Filme sobre a Vida de FHC!
Novela da Globo coloca negra para ser esbofeteada por branca

via Os Amigos do Presidente Lula
Segue o texto do CMI Brasil, assinado pelo codinome FACE:
Não diria "viva o dia da consciência negra", diria sim, "viva ser negro ou negra", porque a consciência existe, o que falta é afirmá-la. Não ter vergonha de ter os cabelos encaracolados ou ondulados, porém não pixaim, não aceite termos como estes que diminuem, menosprezam características tão marcantes e fiel de ser negro ou negra.
Foda-se! Ali kamel e sua trupe do plin-plin em plena semana da "consciência de ser negra ou negro", uma negra (Tais Araújo) numa dessas novelas IMBECIS da globo se ajoelha diante de uma branca (Lilia Cabral) para ser esbofeteada na cara!
Faça-me o favor, estão querendo voltar à "casa grande e senzala", o opressor ameaça recalçar as botas.
Tudo isso não tem a ver com "statos quo", eles pensam que queremos ser como eles, quebram a cara!!! Parafraseando GOG, vendem uma democracia racial e as trancas, as correntes, a prisão do corpo outrora...Evoluíram para a prisão da mente agora!!! não seja obediente afro-conveniente, lute, rebele-se, seja um "boçal", faça suas próprias leis, suas próprias regras...não acredite em calhordas de paletó, e o mais importante não esqueça, a mãe áfrica ainda vive, cansada e agonizando, mas ainda vive!
Face
domingo, 15 de novembro de 2009
Janeiro de 2020: FHC reconhece que quebrou o Brasil
De acordo com o timing de FHC, Janeiro de 2020 será a data em que a mais nova profecia do vendedor se concretizará. A lógica é simples, é só observar essa notícia, onde FHC finalmente reconhece o filho com 18 anos de atraso.
sábado, 14 de novembro de 2009
Folha mente mais uma vez para atacar Dilma.

Dia 13/11: a folha estampa na capa: "Para Dilma, apagão é caso encerrado".
Abaixo, está escrito o seguinte texto: “A ministra Dilma Roussef (Casa Civil) avaliou que o sistema de energia elétrica foi inteiramente recuperado e considerou caso “encerrado” o assunto apagão, menos de 48 horas após o episódio que atingiu 18 Estados por cerca de três horas”.
Reparem que a palavra "encerrado" aparece sozinha entre aspas, totalmente fora de contexto. Vai ver que esse tipo de citação consta no manual Folha de redação.
Vejam agora o vídeo original da declaração de Dilma Roussef e comprovem como a Folha mentiu mais uma vez.
Dilma fala claramente: a recuperação do sistema elétrico é caso encerrado. Sobre o blackout o governo vai apurar como sempre se faz.
Reparem no vídeo que o Jornal Nacional aproveitou a idéia da Folha e resolveu repetir a mesma mentira.
O Governo deveria exigir direito de resposta de ambos os veículos de comunicação. A Folha deveria ser obrigada a estampar na primeira página: "Mais uma vez a Folha mente". Já o William Bonner deveria ser obrigado a dizer no início do Jornal Nacional: "Mais uma vez a Folha mente e mais uma vez o Jornal Nacional copia a idéia e mente junto". E a Fátima Bernardes deveria fazer mais uma vez a mesma cara de c...
O PiG não se preocupa mais com a própria credibilidade tão preocupado que está em eleger o Zé Pedágio.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Queda no Desmatamento Revela Incompetência de Marina Silva.

Reparem no William Waack se entregando entre o Álvaro Dias e o Arthur Vírgilio.Marina Silva e Heloísa Helena lançarão em conjunto a "Frente-Criacionista-pelo-Atraso-Brasileiro".
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
"Brasil decola" onde nossa mídia vai esconder essa revista?
a-) dentro da Folha, pra ninguém ler mesmo.
b-) numa gaveta da Lina Vieira.
c-) no banheiro do William Waack.
d-) debaixo dos caracóis do Caetano Veloso.
e-) não vai dar para esconder.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
PiG não divulga atraso do Saresp.
Hoje, dia 09/11, a Secretaria de Educação enviou o seguinte e-mail para os Dirigentes de Ensino:"Caro Dirigente Regional de Ensino,
Pelo presente solicito que as provas do SARESP 2009, não deverão ser distribuídas até que saia um novo comunicado do Senhor Secretário de Estado da Educação, ainda hoje.
O material já distribuído, deve ser imediatamente recolhido, pela Diretoria de Ensino".
Ontem, dia 8/11, uma Supervisora de Ensino já havia divulgado o problema para o blog NaMaria: http://namarianews.blogspot.com/2009/11/momento-de-tensao-no-ar-o-saresp-2009.html
2,5 milhões de alunos tiveram a realização das provas adiadas. Mas o PiG não divulgou.
A Dilma já denunciou: essa mídia tem partido.
Há suspeitas inclusive de ter ocorrido vazamento das questões da prova.
O Cloaca News divulgou algumas das supostas questões:
Língua Portuguesa – EF 1.
No primeiro semestre deste ano, Tio Serra mandou distribuir para os coleguinhas da terceira série a obra literária “Dez na área, um na banheira e ninguém no gol”. Assinale as expressões que tornaram o livro um sucesso entre os amiguinhos de classe e, depois, na mídia:
.a) “o rabo da vovozinha” e “mamãe, vá se fuder”
b) "chupa rola", "cu" e "chupava ela todinha"
c) “na casa do caralho” e “na puta que te pariu”
d) "Nunca ame ninguém. Estupre".
e) Sei lá, porra!
Ciências – EF 2.
O ano de 2009 foi uma catástrofe, pois a gripe H1N1 avassalou o planeta, matando quase toda a população - de acordo com alguns dos mais prestigiados colunistas de nossa gloriosa imprensa. Assinale o autor do seguinte pensamento científico: "Ela é transmitida dos porquinhos para as pessoas só quando eles espirram. Portanto, a providência elementar é não ficar perto de porquinho algum"..
a) Prático
b) Heitor
c) Cícero
d) Tio Chirico
e) Pururuca
Para ver as restantes, acesse o Cloaca News: http://cloacanews.blogspot.com/
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Lula é mais famoso do que o Pelé no exterior.

terça-feira, 3 de novembro de 2009
Lula: Rumo ao Prêmio Nobel da Paz.

Mais um prêmio concedido ao homem mais popular do mundo. Só o PiG não vê. Até o Serra já ameaça dar para trás.
O Vendedor de Bananas antecipa para vocês: o Nobel virá ano que vem. O PiG não vai saber onde se esconder.
http://www.chathamhouse.org.uk/prize
Chatham House Prize 2009
HE Luiz Inácio Lula da Silva, President of the Federative Republic of Brazil, has been named as winner of the Chatham House Prize 2009
President Luiz Inácio Lula da Silva is a key driver of stability and integration in Latin America. He is recognized for his leading role in contributing to the resolution of regional crises and for spearheading the UN stabilisation mission in Haiti. He has also played a central role in establishing the constitutive treaty of the South American Union of Nations (UNASUL) and in enabling Cuba to be integrated as a full member of the Rio Group, which was set up to facilitate political dialogue between Latin American nations.
Under Lula's administration Brazil has become increasingly integrated in the global economy and has worked to foster consensus in multilateral trade and economic forums. President Lula is further recognised for making a major contribution to reducing poverty in Brazil through innovative and responsible economic policies that have maintained fiscal balance and avoided an increase in inflation, in support of the country's democratic commitments and goals.
Lula's remarkable personal trajectory - from humble beginnings to metal worker in São Paulo, charismatic trade union and political leader, and then international statesman - is evidence of his exceptional leadership qualities. It is these qualities that have helped him reinforce cordial relations between Brazil and the rest of the Americas, and indeed with countries worldwide.
President Lula will be in London on Thursday 5 November to collect his award at a ceremony at the Banqueting House, Whitehall. The Prize will be presented by HRH The Duke of Kent and keynote speeches will be delivered by the President; Lord Mandelson, First Secretary of State, Secretary of State for Business, Innovation and Skills; and Lord Robertson of Port Ellen, a President of Chatham House.
Further details about the Chatham House Prize >>
Dr Robin Niblett, Director of Chatham House, said 'President Lula has been voted the winner of this year's Chatham House Prize because of his remarkable qualities as a national, regional and international leader. I warmly congratulate the President on this award which, as well as recognizing his personal accomplishments, is an acknowledgement of the growing influence he has achieved for Brazil.'
domingo, 1 de novembro de 2009
Nordeste cresce em ritmo Chinês durante a marolinha!

Deu no PiG! http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0111200905.htm
Consumo das famílias brasileiras aumentou durante a crise!
Crise? Que crise? Ou melhor seria dizer: durante a marolinha!
Que crise é essa na qual as políticas do governo criaram mais empregos do que havia antes e aumentaram o consumo da população?
Aguns números:
No início do governo Lula, apenas 5% da população tinha acesso a DVD. Hoje, 79% da população tem acesso. [Bye-bye Rede Globo!]
Evolução da composição social do Brasil durante o Governo Lula:
Segundo Marcelo Neri, professor da FGV: "A expansão dos salários e a queda do desemprego nos últimos anos elevaram as classes baixas a novos patamares e geraram mudanças estruturais que sustentam o consumo hoje".
O pesquisador ainda afirma:
"Se o Brasil não tivesse São Paulo, a resistência estatística do país a crise seria ainda maior. Nas periferias do Nordeste, as classes A, B e C cresceram 12% de agosto de 2008 a agosto de 2009. É como se nessa região a crise não tivesse existido. Os números mostram, de forma inequívoca, o impacto forte dos programas sociais de combate a crise".
Enquanto isso, na SumPaulo, Serra aumenta gastos com propaganda e gasta menos de 1/3 do prometido em programas de geração de empregos. http://vendedordebananas.blogspot.com/2009/10/serra-aumenta-gastos-de-propaganda-em.html
Bye-Bye Serra 2010!
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
José Serra: o inimigo dos policiais de São Paulo
Como bem disse o Ciro: "O Serra não tem escrúpulos, ele passaria com um trator por cima da própria mãe se fosse preciso". Ele só trata bem a imprensa. Por que será que o Willian Waack não dará essa notícia?
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
Falta de credibilidade derruba vendas da Trolha.
O PiG não vai bem. A economia brasileira está bombando, mas as vendas do PiG não param de despencar.
Se a Dilma ganhar o ano que vem, será o fim deles. Por isso estão desesperados para tentar emplacar a candidatura do Zé Pedágio.
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Emir Sader explica a queda da Trolha:
http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=364
Fracassomaníacos
[...]
A imprensa se encarregou de propagar o fracasso do governo Lula. Ricardo Noblat, apresentando o livro de uma jornalista global, afirmava expressamente, de forma coerente com o livreco de ocasião, que “o governo Lula acabou” (sic). A crise de 2005 do governo era seu funeral, os urubus da mídia privada salivavam na expectativa de voltarem a eleger um dos seus para se reapropriarem do Estado brasileiro.
FHC gritava, no ultimo comício do candidato do seu partido, que havia relegado seu governo, com a camisa para fora da calça, suado, desesperado, “Lula, você morreu”, refletindo seus desejos, em contraposição com a realidade, que viu Lula se reeleger, sob o cadáver político e moral de FHC.
Um jornalista da empresa da Avenida Barão de Limeira relatava o desespero do seu patrão, golpeando a mesa, enquanto dava voltas em torno dela, dizendo: “Onde foi que nós erramos, onde foi que nós erramos?”, depois de acreditar que a gigantesca operação de mídia montada a partir de uma entrevista a um escroque que o jornal tinha feito, tinha derrubado ao governo Lula.
Ter que conviver com o sucesso popular, econômico, social e internacional do governo Lula é insuportável para os fracassomaníacos. Usam todo o tempo de rádio, televisão e internet, todo o espaço de jornal para atacar o governo, e só conseguem 5% de rejeição ao governo, com 80% de apoio. Um resultado penoso, qualquer gerente eficiente mandaria a todos os empregados das empresas midiáticas embora, por baixíssima produtividade.
Como disse, desesperadamente, FHC a Aécio, tentando culpá-lo por uma nova derrota no ano que vem: “Se perdermos, são 16 anos fora do governo...” Terminaria definitivamente uma geração de políticos direitistas, entre eles Tasso, FHC, Serra - os queridinhos do grande empresariado e da mídia mercantil.
Se Evo Morales dá certo, quando o FHC de lá – o branco, que fala castelhano com sotaque inglês -, Sanchez de Losada, fracassou, é derrota das elites brancas, da mesma forma que se Lula dá certo, é derrota das elites brancas paulistanas dos Jardins e da empresa elitista e mercantil da Avenida Barão de Limeira.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Justiça Eleitoral cassa 13 dos 55 vereadores de São Paulo

A Justiça Eleitoral cassou os mandatos de 13 dos 55 vereadores de São Paulo por recebimento de doações ilegais na campanha eleitoral de 2008. Desses, seis são do PSDB e quatro são do DEM.
A decisão é do juiz Aloisio Sérgio Rezende Silveira, da 1ª Zona Eleitoral, que também declarou os parlamentares inelegíveis por três anos. Cabe recurso da decisão.
Veja abaixo a íntegra das decisões que cassaram mandatos de 13 vereadores de SP:
Íntegra na Trolha de São Pauloquarta-feira, 7 de outubro de 2009
Serra aumenta gastos de propaganda em 700%

Ele deve mesmo confiar muito no Lula, pois os únicos lugares onde ele procurou combater o desemprego durante a crise econômica foram nas agências de publicidade. Graças ao Governo Lula a crise já acabou e em agosto o Brasil conseguiu atingir um saldo positivo na geração de empregos nos 12 meses anteriores. Mas o Zé Pedágio em nada contribuiu para isso. Nos oito primeiros meses do ano, seu governo não gastou um centavo sequer no programa "Geração de Emprego e Renda". E gastou apenas 1/3 do previsto para o ano do programa "Frente de Trabalho e Qualificação Profissional".
Outras áreas essenciais da capitania paulista também comeram poeira da gastança em publicidade do Governo. O Programa "Saúde da Família" só recebeu R$ 12 milhões de um total previsto de R$ 34 Milhões.
O policiamento escolar recebeu apenas R$ 175 mil, frente a uma previsão orcamentária de R$ 6 Milhões. Menos de 3% do total. Já o policiamento comunitário, recebeu apenas R$ 105 mil, diante dos R$ 650 mil previstos.
Na proteção ao meio-ambiente a nota do governador também é zero. Até agosto, as obras de recuperação dos mananciais do alto tietê tinham recebido apenas R$ 10 mil frente aos R$ 106 Milhões previstos no orçamento.
R$ 10 Mil em 8 meses? Será que ele transferiu dois ou três professores do Ensino Médio paulista para tirar o esgoto do rio com uma peneira?
Os deputados do PT entraram com uma ação no Ministério Público Paulista para obrigar o governo de SP a tornar mais transparente as contas do Estado.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
São Lulão

Lula no Olimpo
Fonte: IstoÉ via osamigosdopresidentelula.blogspot.com
Zeus, Hera, Poseidon, Hades, Atena, Apolo, Ártemis, Afrodite, Ares, Hefesto, Hermes e Dionísio. Até a última sexta-feira, existiam apenas 12 deuses no Monte Olimpo. Havia quem cuidasse dos mares, dos céus, das guerras, do amor, do fogo e até mesmo do vinho.
Depois da última reunião do Comitê Olímpico Internacional, em Copenhague, na Dinamarca, vão ter que abrir mais uma vaga. E o dono é ele mesmo: o "sapo barbudo", o "cara". Luiz Inácio Lula da Silva, que se elegeu presidente do Brasil com o 13 do PT, um número de azar para alguns, será definitivamente o 13o morador da mansão de cristais, situada no topo de uma montanha de 2.919 metros, que serve de abrigo para os deuses.
Sua primeira tarefa na nova função será escolher um epíteto. Não poderá ser o deus da metalurgia, porque esse papel já é de Hefesto. Deus do teatro também não - o titular é Dionísio. A divindade da lua, ou dos homens virados para ela, é Ártemis. Portanto, ele terá que optar por algo novo. Talvez, o deus dos desvalidos, dos desacreditados, dos pigmeus. Dos emergentes, enfim. E se a escolha da sede dos Jogos Olímpicos é também um evento geopolítico, a disputa de Copenhague foi a mais simbólica de todas. O embate real travado na Dinamarca se dava entre a velha e a nova ordem mundial.
Na disputa, o primeiro a dançar foi Barack Obama, presidente da nação que gerou a crise econômica global - Chicago estava fora. Depois, foi a vez de Yukio Hatoyama, primeiro-ministro do Japão, cujo modelo exportador vem sendo colocado em xeque - bye, bye, Tóquio. Por último, eliminou-se Madri, capital do país que tem o maior desemprego da Europa e onde a bolha imobiliária causou mais estragos.
Sobrou, enfim, o candidato da "marolinha". Ainda haverá muita gente dizendo que o Brasil não terá capacidade para organizar uma Copa do Mundo em 2014 e uma Olimpíada apenas dois anos depois. Outros dirão que as obras serão superfaturadas. Mas os megaeventos esportivos são hoje os grandes indutores do desenvolvimento econômico - o que se estima para o Rio, além do pacote de US$ 14,4 bilhões, são investimentos que podem superar a cifra de R$ 50 bilhões.
Até recentemente, os brasileiros padeciam do complexo nelsonrodriguiano de vira-latas. Mas o mundo mudou. Os antigos donos do canil foram desalojados e os cães abandonados começaram a latir. Lula venceu. Pode até começar a programar um baile funk no morro, o Monte Olimpo. Levando as cachorras, é claro.(Por Leonardo Attuch - IstoÉ)
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Quem vazou a prova do Enem?

fonte: osamigosdopresidentelula.blogspot.com
A Plural Editora e Gráfica Ltda, empresa responsável pela impressão das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) que imprimiu a prova do é do grupo Folha de São Paulo e a empresa americana QuadGraphics.
A Plural, uma parceria do Grupo Folha com a empresa americana Quad/Graphics, foi contratada para imprimir, grampear e intercalar as diferentes versões das provas em lotes, que depois seriam embaladas em caixas divididas por Estado.
Tem alguém jogando pesado contra o governo Lula. Tentaram criar um escândalo envolvendo o ministro da Educação, Fernando Haddad;Estranho é não ter notícia de ninguém vendendo provas do Enem nos cursinhos ou diretamente para alunos. Foram vender para jornal de oposição ao governo Lula.Funcionários da gráfica que imprimiu o Enem, em São Paulo, são os principais suspeitos do vazamento.
Na conversa com o reporter do R7, o homem afirmou que o documento poderia "derrrubar o Enem e o Ministério da Educação".
E ainda disse: Sou filho de desembargador, tenho 26 anos e trabalho como auxiliar da Promotoria do Estado(de S.Paulo).
Caso EnemSegundo conta a jornalista, na tarde de ontem o jornal foi procurado por um homem que disse, ao telefone, ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado e no domingo. Propôs entregá-las à reportagem em troca de R$ 500 mil. "Isto aqui é muito sério, derruba o ministério", afirmou o homem. O tal homem, também procurou o site R7,do grupo TV Record.(ouça a gravação da conversa) O homem fala que um delegado da Polícia Federal de Brasília, injuriado por não ter sido indicado para um cargo resolveu se vingar.
Por que o homem não procurou a Folha?
O jornal "O Estado de S. Paulo" teve acesso a uma prova impressa, fato que levou o ministro Fernando Haddad a afirmar que acredita que o vazamento tenha ocorrido após a passagem do texto pela gráfica responsável pela impressão.Justamente a gráfica do grupo Folha
Vazamento político da prova do Enem. O alvo é o ministro Fernando Haddad, candidatíssimo ao governo de S.Paulo
terça-feira, 29 de setembro de 2009
O campo de concentração de Honduras

Numa entrevista à jornalista Lúcia Rodrigues, da revista Caros Amigos, Ramon Navarro, ativista da Via Campesina em Honduras, denuncia que seu país se transformou num autêntico campo de concentração. Seu depoimento é chocante e mostra a urgência da solidariedade internacionalista. O clima de repressão, imperante desde o golpe de junho, ficou ainda mais tenso após o retorno ao país do presidente Manuel Zelaya, que se refugiou na embaixada brasileira em Tegucigalpa. O governo golpista está acuado, interna e externamente, mas não dá sinais de recuo.
“Há uma grande tensão. Reprimem as passeatas contra o golpe de Estado. O Exército e a polícia estão matando nossos companheiros. A polícia reprime, inclusive, nos bairros. Buscam pessoas que estão reunidas. Estamos debaixo de um estado de sítio. As pessoas são levadas para campos de concentração... Em Tegucigalpa há três campos de concentração, além de centros de repressão oficial”. Navarro garante que as pessoas são torturadas, “psicológica e fisicamente... Apagam cigarros no corpo das pessoas, golpeiam com garrotes. Há muitas pessoas com ossos fraturados”.
texto completo no blog do Miro
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Zelaya denuncia plano de assassinato

De: CubaDebate
El presidente de Honduras, Manuel Zelaya, denunció este martes un plan del gobierno de facto para allanar esta misma noche la embajada de Brasil, donde se encuentra alojado desde el lunes, capturarlo y asesinarlo, y detalló que incluso ya cuentan con los médicos forenses que declararán que el mandatario se suicidó.
“Estamos siendo amenazados que hoy en la noche (martes) se van a tomar la embajada de Brasil (…) Supuestamente hay un plan sea de captura y asesinato, tienen los forenses para declarar que es un suicidio”, aseguró en dignatario en entrevista exclusiva con teleSUR desde Tegucigalpa.
“Lo advierto a la comunidad internacional, yo Manuel Zelaya Rosales, hijo de Hortencia y José Manuel, no se suicida, está vivo, luchando por sus principios con firmeza y prefiero morir firme, que arrodillado ante esta dictadura y eso que quede muy claro ante estos tiranos que están queriendo gobernar al país con la fuerza de las armas”, agregó.
Expresó que desea que los anuncios hechos por Brasil y Estados Unidos (EE.UU.) de convocar para el próximo jueves al Consejo de Seguridad de la Organización de Naciones Unidas (ONU) a fin de tratar el tema de Honduras, así como la presión que está ejerciendo la comunidad internacional, se traduzcan en hechos concretos para apoyar al pueblo hondureño que está sufriendo.
“Quisiera que la presión que está ejerciendo la comunidad internacional, lo que anuncó Estados Unidos y Brasil, o Brasil y Estados Unidos de que se va a convocar el jueves al Consejo de Seguridad de Naciones Unidas, que se concretara en hechos concretos para apoyar a este pueblo que está sufriendo, que no merece este destino después de tanto sacrificio, de tanta explotación de décadas y décadas y es necesario que el pueblo hondureño tenga alguna compensación”, insistió.
Agradeció la solidaridad de los mandatarios y gobiernos del mundo que han rechazado el golpe de Estado y dijo que este sentimiento se multiplicará cuando al fin se restituya el orden constitucional en el país centroamericano.
“Le agradecemos sinceramente a la comunidad internacional a todos los presidentes, de todos los gobiernos que nos han apoyado tan sinceramente y más les vamos a agradecer cuando se restituya la democracia en el país y cuando vuelva la paz”, agregó.
El presidente Zelaya lamentó que su intención de diálogo haya sido recibida en Honduras con una actitud agresiva por parte del gobierno de facto, pues su objetivo es lograr una concertación que lleve a la recuperación del hilo constitucional.
“Lamento profundamente que desde el 28 (de junio) en que se dio el golpe de Estado hasta la fecha ha habido una represión continua en el país. La Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) denunció lo que estaba pasando en Honduras. Mi presencia aquí es simplemente un llamado al diálogo, un llamado a la concertación, un llamado a un acuerdo, pero esto ha sido interpretado con balas, con bombas, con represión, con un estado de sitio, con levantar los vuelos en todos los aeropuertos y lamento profundamente que una intención de diálogo se conteste en una forma tan agresiva”, declaró.
Confirmó que la sede diplomática suramericana está totalmente cercada por militares que han bloqueado todas las entradas y las salidas.
Advirtió que tras la represión y desalojo violento de unas 20 mil personas que se encontraban cerca de la embajada de Brasil, a las cuatro de la madrugadas aproximadamente, se arrestó a entre 300 y 400 personas, que han sido llevadas a un estadio de béisbol.
“Estamos rodeados. En esta sede diplomática hay fuerzas de la seguridad del Estado bloqueando todas las entradas y todas las salidas, son varias cuadras. Desalojaron violentamente hoy, a las 4 de mañana, a más de 20 mil personas que estaban cercanas a estos lugares, que estaban en fiestas, pernoctando aquí, pero con jóvenes que estaban bailando aquí, pernoctando por el pronto retorno del sistema democrático (…) Hay gente herida, hay más de 300, 400 presos. Sólo en Tegucigalpa han tenido que habilitar un estadio para colocarlos ahí , igual que hay muchos detenidos a nivel nacional, decenas de heridos en los hospitales a nivel nacional”, destacó.
Al ser cuestionado sobre el ofrecimiento de algunos candidatos presidenciales de fungir como mediadores entre su persona y el presidente de facto, Roberto Micheletti, Zelaya dijo que aprobaba esta iniciativa siempre y cuando sea seria, pues Honduras debe recobrar la paz. “El peor método para resolver un problema político - social es un golpe de Estado y un Estado represivo como el que hoy tiene nuestro país. Como presidente legítmo estoy tratando de que vuelva la armonía y la paz que hemos mantenido por más de tres décadas”.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Onde está Belchior?
do Blog do Rovai
O programa dominical da Rede Globo bem que poderia reeditar a campanha “onde está o Belchior?”. Mas dessa vez poderia pedir a população de São Paulo para tentar localizar o prefeito e o governador do Estado. Onde estão Kassab e Serra?
Aproveitando a ocasião, o programa dominical da Rede Globo poderia também lançar a campanha: “Onde está o jornalismo paulista? Em que mundo ele se esconde?” Alguma dica?
sábado, 5 de setembro de 2009
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Muy amigo
Do festival de besteiras a que somos submetidos diariamente, o que mais revoltou o vendedor ultimamente, foi a declaração do candidato a candidato José Erra de que é "amigo dos pobres".
Ora, amigo pobre é o sonho de consumo de todo rico, para "pagar" de bonzinho, de consciente.
Governador, tenha um pouco de amor próprio; poupe-se desse papel patético e poupe-nos da "vergonha alheia".
Eu que gosto de vender minhas bananas ao som de Bezerra e Racionais, vou 'colar' duas estrófes, onde cada qual no seu estilo, já desnudaram esse tipo de escroque:
"Ele subiu o morro sem gravata
Dizendo que gostava da raça
Foi lá na tendinha
Bebeu cachaça
E até bagulho fumou
Foi no meu barracão
E lá usou
Lata de goiabada como prato
Eu logo percebi
É mais um candidato
Às próximas eleições"
Canditato Câo Câo - Bezerra da Silva
"Não adianta querer ser
tem que ser
tem que tá
o mundo é diferente
da ponte pra cá"
Da ponte pra cá - Racionais Mc's
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Nota pública do MST
NOTA PÚBLICA SOBRE O
ASSASSINATO DE ELTON BRUM PELA BRIGADA MILITAR
DO RIO GRANDE DO SUL
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vem a público, manifestar novamente seu pesar pela perda do companheiro Elton Brum, manifestar sua solidariedade à família e para:
- Denunciar mais uma ação truculenta e violenta da Brigada Militar do Rio Grande do Sul que resultou no assassinato do agricultor Elton Brum, 44 anos, pai de dois filhos, natural de Canguçu, durante o despejo da ocupação da Fazenda Southall em São Gabriel. As informações sobre o despejo apontam que Brum foi assassinado quando a situação já encontrava-se controlada e sem resistência. Há indícios de que tenha sido assassinado pelas costas.
- Denunciar que além da morte do trabalhador sem terra, a ação resultou ainda em dezenas de feridos, incluindo mulheres e crianças, com ferimentos de estilhaços, espadas e mordidas de cães.
- Denunciamos a Governadora Yeda Crusius, hierarquicamente comandante da Brigada Militar, responsável por uma política de criminalização dos movimentos sociais e de violência contra os trabalhadores urbanos e rurais. O uso de armas de fogo no tratamento dos movimentos sociais revela que a violência é parte da política deste Estado. A criminalização não é uma exceção, mas regra e necessidade de um governo, impopular e a serviço de interesses obscuros, para manter-se no poder pela força.
- Denunciamos o Coronel Lauro Binsfield, Comandante da Brigada Militar, cujo histórico inclui outras ações de descontrole, truculência e violência contra os trabalhadores, como no 8 de março de 2008, quando repetiu os mesmos métodos contra as mulheres da Via Campesina.
- Denunciamos o Poder Judiciário que impediu a desapropriação e a emissão de posse da Fazenda Antoniasi, onde Elton Brum seria assentado. Sua vida teria sido poupada se o Poder Judiciário estivesse a serviço da Constituição Federal e não de interesses oligárquicos locais.
- Denunciamos o Ministério Público Estadual de São Gabriel que se omitiu quando as famílias assentadas exigiam a liberação de recursos já disponíveis para a construção da escola de 350 famílias, que agora perderão o ano letivo, e para a saúde, que já custou a vida de três crianças. O mesmo MPE se omitiu no momento da ação, diante da violência a qual foi testemunha no local. E agora vem público elogiar ação da Brigada Militar como profissional.
- Relembrar à sociedade brasileira que os movimentos sociais do campo tem denunciado há mais de um ano a política de criminalização do Governo Yeda Crusius à Comissão de Direitos Humanos do Senado, à Secretaria Especial de Direitos Humanos, à Ouvidoria Agrária e à Organização dos Estados Americanos. A omissão das autoridades e o desrespeito da Governadora à qualquer instituição e a democracia resultaram hoje em uma vítima fatal.
- Reafirmar que seguiremos exigindo o assentamento de todas as famílias acampadas no Rio Grande do Sul e as condições de infra-estrutura para a implantação dos assentamentos de São Gabriel.
Exigimos Justiça e Punição aos Culpados!
Por nossos mortos, nem um minuto de silêncio. Toda uma vida de luta!
Reforma Agrária, por justiça social e soberania popular!
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
sábado, 22 de agosto de 2009
Covardia...
do blog Correando

As fotos são do corpo do trabalhador sem-terra Elton Brum da Silva, morto na manhã desta sexta-feira durante despejo da Brigada Militar na Fazenda Southall, em São Gabriel (RS). As imagens mostram nitidamente que o agricultor foi alvejado pelas costas. Não é preciso dizer mais nada...E protestar!

Se foi mesmo um "confronto" ou "conflito", como a grande imprensa está chamando, porque os brigadianosna a cavalo estão, na foto abaixo, com a proteção do capacete levantada?

Reparem nesta foto o brigadiano com uma espingarda calibre 12. Isso é confronto ou luta onde um lado só tinha as armas?
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
FHC and the CIA

FHC, FUNDAÇÃO FORD E OS DÓLARES DA CIA
por ALTAMIRO BORGES
O controvertido jornalista Sebastião Nery, em recente artigo no jornal Tribuna da Imprensa, faz uma grave denúncia. Com base em dois livros – um mais antigo, “Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível”, da jornalista francesa Brigitte Leoni (Editora Nova Fronteira, 1997), e outro mais recente, “Quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da cultura”, da autora inglesa Frances Saunders (Editora Record, 2008) –, ele insinua que o ex-presidente FHC, atualmente um dos mentores da oposição de direita ao governo Lula, foi financiado pela temida CIA, o serviço de espionagem dos EUA, que ajudou a desestabilizar vários governos progressistas no mundo todo.
A primeira obra registra, na página 154, um episódio aparentemente inocente. “Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da fundação no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap [Centro Brasileiro de Análise e Desenvolvimento]”. Como registra Nery, o fato ocorreu dois meses após a ditadura, “financiada, comandada e sustentada pelos EUA”, baixar o AI-5. “Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas... E Fernando Henrique recebia da poderosa Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o Cebrap”.
Os EUA e a conquista da intelectualidade
“O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, sabia-se e se dizia que o compromisso final dos americanos era de 800 mil a um milhão de dólares”, garante Nery. “Montado no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique se tornou ‘personalidade internacional’e passou a dar ‘aulas’ e fazer ‘conferências’ em universidades norte-americanas e européias. Era ‘um homem da Fundação Ford’. E o que era a Fundação Ford? Um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA”. Prova disto, afirma Nery, surge agora com o livro de Saunders. “Quem pagou os US$ 145 mil (e os outros) entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique foi a CIA”. Para reforçar a sua teoria conspirativa, Nery cita várias passagens do livro:
- “Fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos... Permitiam que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas” (página 153).
- “O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais convincente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para a sua origem” (152).
- “A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria” (443).
- “A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares.” (147).
- “Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa, mas também noutras regiões: Japão, Índia, Chile, Argentina... e Brasil” (119).
- “A ajuda financeira devia ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana” (45).
Agente da CIA ou mero entreguista?
A acusação de Sebastião Nery, que nunca escondeu seu rancor diante da “traição” de FHC – que na última hora rejeitou virar ministro do seu aliado Collor de Mello –, é fundamentada. Os livros registram fatos e confirmam antigas suspeitas sobre os vínculos da Fundação Ford com o serviço de espionagem dos EUA. Mesmo assim, é difícil acreditar que FHC, que teve importante papel na luta pela redemocratização do país, tenha agido conscientemente a serviço da CIA. Até hoje, inclusive, a mesma Fundação Ford financia algumas entidades de marca progressista, que agora deverão ficar mais vigilantes diante de qualquer “intromissão” desta instituição de triste história.
Apesar de descartar a tese conspirativa, não custa registrar que hoje FHC é um entusiasta da ação imperialista dos EUA na América Latina. Nos seus oito anos de reinado, a política externa nativa regrediu para a vexatória posição do “alinhamento automático”. Com sua ação servil, avançaram as negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), o projeto dos EUA de anexação colonial do região, e o Mercosul foi congelado. Ele também ratificou o acordo para implantação da base militar ianque em Alcântara (MA) e ressuscitou um tratado do período da “guerra fria”, o draconiano TIAR, que poderia levar o Brasil a participar da invasão imperialista do Iraque. Após os atentados de 11 de setembro, FHC autorizou a instalação de um escritório da CIA no Brasil.
Após ser desalojado do poder, o ex-presidente passou a prestar consultoria aos governos ianques. Junto com Carla Hill, ex-representante comercial dos EUA, ele coordenou um grupo sediado em Washington que alertou o presidente-terrorista George Bush para “os riscos da esquerdização da América Latina”, segundo artigo do Financial Times de fevereiro de 2005. Agente da CIA, como acusa Nery, FHC parece não ser. Mas que presta hoje muitos serviços aos EUA, não há dúvidas. Mesmo suas ações conspirativas e golpistas contra o governo Lula lembram as velhas práticas do “serviço de inteligência” do imperialismo estadunidense.
Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB e autor do livro “As encruzilhadas do sindicalismo” (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição).
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Jornalismo lambe-botas
“Tem gente que acha que é conto da carochinha. Ou que a gente exagera. Pois na noite desta quarta-feira, dia 5 de agosto de 2009, a TV Globo e William Waack mostraram que não. Poucas vezes vi uma matéria tão subserviente ao imperialismo. Poucas vezes um jornalista se curvou tanto. Se é que se pode usar o termo; jornalista, pra mim, é outra coisa. Na verdade, faltou pouco pro WW pedir um autógrafo ao general estadunidense. É realmente lamentável a cena. O apresentador (este sim, um termo mais apropriado) que enche a boca para esculhambar trabalhadores e favelados brasileiros, se derrete todinho para o assessor de Obama. Olheiras, talvez de quem não tenha dormido pensando na entrevista, perguntinhas vagabundas e, no final, um sorriso emocionado, agradecendo a oportunidade pelo momento. E tudo falado em inglês, claro, a língua do dominador.
A matéria propriamente dita (leia/assista aqui) faz parecer um grandissíssimo negócio permitir que os EUA explorem o pré-sal brasileiro, avaliado na ordem de trilhões de dólares. Em troca, receberíamos ajuda militar. Que grande bênção! Waack, por exemplo, descreve os marines como “a tropa mais aguerrida dos EUA”. Que o digam os civis iraquianos mutilados de hoje, ou os vietnamitas de ontem…
O WW ainda arruma espaço para atacar Hugo Chávez, fingindo esquecer que não foi um país chamado Venezuela quem apoiou uma ditadura sangrenta que sequestrou, torturou e matou milhares de brasileiros.
Só mesmo num país controlado por uma ditadura midiática matérias como essa vão ao ar impunemente. Um verdadeiro atentado à memória das vítimas dos anos de chumbo. Uma agressão à inteligência do telespectador. Um desserviço à sociedade.”
texto completo: Fazendo Média
domingo, 2 de agosto de 2009
Yes we can! Chavez no!

EUA revogaram 141 concessões de TV e rádio; ninguém reclamou Ernesto Carmona
04/05/2007


li no twitter do Arles
A Administração Federal de Comunicações (FCC na sigla em inglês), um órgão do governo dos Estados Unidos, fechou 141 concessionárias de rádio e TV entre 1934 e 1987. Em 40 desses casos, a FCC nem esperou que acabasse o prazo da concessão. Os dados foram levantados por Ernesto Carmona, presidente do Colégio de Jornalistas do Chile, no artigo intitulado Salvador Allende se revolve em sua tumba: senadores socialistas comparam Chávez a Pinochet.
Carmona polemiza valentemente com o moderado partido da presidente Michelle Bachelet. Mas o principal valor do artigo está no levantamento sobre concessões não renovadas, em diferentes países. Graças a ele, fica evidenciado a que ponto a mídia dominante, no Brasil e alhures, é capaz de usar uma política de dois pesos e duas medidas, ao cobrir a não renovação da concessão da RCTV venezuelana.
matéria completa no Grito dos Excluídos
sábado, 25 de julho de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Daniel Dantas doou R$ 3 milhões de reais à campanha de FHC
Reparem que esse título não é o da reportagem do Estadão, que por sinal esconde muito bem essa informação ao final do texto. Mas como o blog Terror do Nordeste bem colocou, é papel da KGB lulista colocar os devidos pingos nos is.Sexta-feira, 24 de julho de 2009
PF apreendeu áudios com ex-funcionário do Opportunity
AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - A Polícia Federal (PF) apreendeu 21 áudios de interceptação telefônica em poder de Rodrigo Behring Andrade, ex-funcionário do Grupo Opportunity. A informação consta do relatório final da Operação Satiagraha, à página 290, onde começa o capítulo intitulado "Tentativa de manipulação de procedimentos judiciais". Além da corrupção, outro modus operandi da organização criminosa, nas hipóteses em que não consegue cooptar as autoridades policiais e judiciárias para agirem de acordo com seus interesses, é realizar a produção de documentos que podem ser usados para atingir a honra e a imagem do agente público, diz o relatório, subscrito pelo delegado Ricardo Saadi.
Os áudios, bem como degravações correspondentes, revelam diálogos de pessoas que à época das ligações eram contrárias aos interesses do Opportunity, nas disputas societárias em que o mesmo estava envolvido. As gravações são relativas ao período entre 2000 e 2003. A denúncia do Ministério Público (MP) imputa a Rodrigo papel de figura secundária em um único crime, de gestão fraudulenta. O relatório me parece fantasioso, reagiu o criminalista Alberto Zacharias Toron, advogado de Behring.
O relatório diz que a organização, liderada por Dantas, fez uso de uma série de outras ferramentas, dentre as quais a corrupção de agentes públicos, a utilização de lobistas e doleiros, a elaboração de dossiês contra seus inimigos e a tentativa de manipulação da Justiça.
Na página 267, um destaque: Chama a atenção nos documentos a expressão contribuição para que um dos companheiros não fosse indiciado, cujo valor R$ 900 mil seria feito em cash. O relatório faz menção a uma anotação que teria sido encontrada em uma escrivaninha de trabalho no escritório particular de Dantas. Diz a anotação: Campanha de Fernando à Presidência, R$ 3 milhões. Forma: cash.
''Cash'' não é expressão usualmente empregada por Dantas, afirmou seu advogado, Andrei Schmidt. ?Dantas não reconhece como dele tal anotação. Ele recebia muitas informações de que autoridades vinham sendo corrompidas em benefício dos adversários do Opportunity na disputa societária pela tomada do controle da Brasil Telecom. As informações vinham principalmente da disputa judicial nos Estados Unidos. Os relatos eram por ele anotados para verificação. As anotações representam possíveis registros de corrupção que não era praticada pelo Opportunity, mas talvez por seus adversários.? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Serra: a gestão das bananas e do quentão

Luis Nassif
Duas leis de José Serra que passaram despercebidas:
SP proíbe a venda de banana por dúzia
Decreto do governador José Serra determina que fruta seja vendida apenas por quilo.
Quem desobedecer a lei terá de pagar multa que varia de R$ 297,60 a R$ 297.600.
Nova lei veta quentão em festa junina nas escolas estaduais de SP
da Folha de S.Paulo
O governador José Serra (PSDB) sancionou uma lei, publicada ontem no “Diário Oficial”, na qual a compra e a venda, o fornecimento (mesmo que seja gratuito) e o consumo de bebidas alcoólicas são proibidos nas escolas e faculdades técnicas da rede estadual de São Paulo.
A nova regra se aplica inclusive aos estudantes que já são maiores de idade e aos eventos promovidos pelas instituições de ensino fora de suas dependências.
Com isso, é o fim do quentão e do vinho quente, muito comuns nas festas juninas realizadas pelas unidades de ensino. O veto também se estende a bailes, festivais e até formaturas.
De acordo com a Casa Civil, o governo ainda vai analisar se o veto será aplicado também às universidades estaduais, como a USP, a Unesp e a Unicamp.
Em um primeiro momento, a tendência é que não seja aplicado, por conta da autonomia administrativa das universidades. Ficam de fora da proibição também as escolas particulares e as das redes municipais.
A medida proíbe todo tipo de bebida com teor alcoólico igual ou superior a 4,5 graus Gay-Lussac –gradação alcoólica média da cerveja comum.
O aluno que descumprir a nova proibição será punido de acordo com o regimento interno. A lei não prevê punição a quem fornecer bebida aos estudantes, mesmo que sejam servidores ou professores do Estado.
Fiscalização
Para Hebe Tolosa, presidente da Apaesp (associação de pais e alunos), já existem leis que vetam o comércio e o consumo de álcool nas escolas, como a que proíbe a compra de bebidas por menores de idade, e o governo deveria investir na fiscalização.
“Se o governo faz uma lei dessas é porque a bebida está entrando nas escolas”, diz.
Resposta palestina à propaganda de celular israelense
Aí está o vídeo-resposta à nefasta propaganda de celular israelense. Veja o que acontece na vida real quando palestinos resolvem "bater uma bolinha" com soldados israelenses.
A dica desse vídeo é do EduTião
http://www.gpopai.usp.br/blogs/edutiao/
domingo, 19 de julho de 2009
As cinco regras da propaganda de guerra
"Cale a sua boca! Nós bombardearemos quem a gente quiser!Ou você está conosco ou com os terrosistas"
Extraído do Blog do Bentes
Roteiro para descodificar a informação
Por Michel Collon, em seu sítio eletrônico.
Em cada guerra, golpe de Estado ou agressão efetuada pelo Ocidente, os grandes media aplicam estas cinco "regras da propaganda de guerra". Utilize esta grelha de leitura nos próximos conflitos. Ficará impressionando por reencontrá-las todas as vezes: 1-Esconder a História; 2-Esconder os interesses econômicos; 3-Diabolizar o adversário; 4-Branquear os nossos governos e os seus protegidos; 5-Monopolizar a informação, excluir o verdadeiro debate.
Aplicação ao caso de Honduras
1 - Esconder a História. Honduras é o exemplo perfeito da "república bananeira" nas mãos dos EUA. A dependência e a pilhagem colonial provocaram um enorme fosso entre ricos e pobres. Segundo a ONU, 77% são pobres. O exército hondurenho foi formado e enquadrado – até nos piores crimes – pelo Pentágono. O embaixador estado-unidense John Negroponte (1981-1985) era chamado "o vice-rei de Honduras".
2 - Esconder os interesses econômicos. Hoje, as multinacionais estado-unidenses (banana Chiquita, café, petróleo, farmácia, ...) querem impedir este país de conquistar a sua independência económica e política. A América do Sul une-se e vira à esquerda, mas Washington quer impedir que a América Central siga pelo mesmo caminho.
3 - Diabolisar o adversário. Os media acusaram o presidente Zelaya de pretender fazer-se reeleger para preparar uma ditadura. Silêncio sobre os seus projetos sociais: aumento do salário mínimo, luta contra a hiper-exploração nas fábricas-prisão das firmas estadunidenses, diminuição do preço dos medicamentos, ajuda aos camponeses oprimidos. Silêncio sobre a sua recusa de encobrir os atos terroristas made in CIA. Silêncio sobre a impressionante resistência popular.
4 - Branquear os nossos governos e os seus protegidos. Esconde-se o financiamento do putsch pela CIA. Apresenta-se Obama como neutro quando ele se recusou a encontrar e apoiar o presidente Zelaya. Se ele houvesse aplicado a lei e suprimido a ajuda estadunidense para Honduras, o golpe teria sido rapidamente sufocado. Le Monde e a maior parte dos media branquearam a ditadura militar falando de "conflito entre poderes". As imagens de repressão sangrenta não são mostradas ao público. Logo, um contraste gritante entre a diabolização do Irã e a discrição sobre o golpe de Estado hondurenho "made in CIA".
5. Monopolizar a informação, excluir o verdadeiro debate. A palavra é reservada às fontes e peritos "aceitáveis" para o sistema. Toda a análise crítica sobre a informação é censurada. Assim, os nossos media impedem um verdadeiro debate sobre o papel da multinacionais, dos EUA e da UE no subdesenvolvimento da América Latina. Em Honduras, os manifestantes gritam "TeleSur! TeleSur!" para saudar a única televisão que os informa corretamente.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Direita quer embananar 2010
“A oposição não tem discurso, não tem projeto, está desarticulada e vai tentar tumultuar as eleições”.
Do ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social, em sua intervenção na reunião ministerial de ontem, conforme informação de O Globo, de hoje.
fonte: Diário Gauche
terça-feira, 14 de julho de 2009
Propaganda israelense faz piada do muro da vergonha
Essa propaganda de uma empresa de telefonia israelense parece inofensiva, mas no fundo acaba por "humanizar" o muro da vergonha. Não foi à toa que causou a fúria dos palestinos e da esquerda israelense. No final do vídeo o locutor do comercial ainda diz "Todos nós só queremos nos divertir" - ou seja que se lasquem os palestinos!
Cada um que tire as suas próprias conclusões, eu já tirei as minhas.
domingo, 12 de julho de 2009
Golpe militar norte-americano em Honduras

Quando o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, foi brutalmente seqüestrado em sua residência presidencial em Tegucigalpa na madrugada do domingo 28 de junho, o presidente de Estados Unidos, Barack Obama, desfrutava da paz e tranqüilidade do campo em Camp David, a residência de férias do chefe de Estado estadunidense. Enquanto o Presidente Zelaya era golpeado por soldados hondurenhos e introduzido à força em um avião sem conhecer seu destino, o presidente Obama tomava o café da manhã com o relaxante canto dos passarinhos do bosque no Estado de Maryland. E durante o desenvolvimento do golpe de estado em Honduras, que produz múltiplas violações dos direitos humanos, o seqüestro e a violência contra a chanceler de Honduras, Patricia Rodas, a brutalidade e seqüestro dos embaixadores de Cuba e Venezuela em Honduras e a tomada ilegal do poder por um governo de fato, ilegítimo, o Presidente Obama estava tomando uma decisão muito, muito difícil sobre a igreja na qual ele e sua família freqüentarão durante os próximos anos.
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A manchete de hoje, "Obama escolhe em Camp David a mesma igreja que freqüentava George Bush", está mais destacada na mídia estadunidenses do que esta manchete que, alem do mais, minimiza e manipula a verdade, "Chávez e seus aliados respaldam ao derrubado presidente de Honduras". Portanto, é obvio que a seleção da igreja onde a família Obama passará seus domingos durante os próximos quatro anos é muito mais importante do que um golpe de Estado em um país centro-americano. Agora também se entende por que as declarações da Casa Branca sobre o golpe em Honduras, efetuadas só por porta-vozes e não diretamente pelo presidente, foram tão ambíguas e comedidas. Obama não só estava de retiro no campo com sua família, como alem disso estava tomando decisões de alta prioridade sobre suas futuras atividades dominicais. Não tinha tempo para preocupar-se com assuntos alheios a seu domínio pessoal. Golpe?, qué golpe? Obama estava decidindo sobre sua própria vida e morte, porque segundo revela um artigo na Revista Time, "apesar de que Obama queria assistir a uma congregação em Washington, após visitar varias igrejas, decidiu que 'era incômodo' estar em um lugar público onde 'a gente' se acercava para vê-lo." Então, por isso teve que trasladar-se urgentemente a Camp David para isolar-se de seu povo.
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A questão é que Obama, apesar de que é o atual comandante-em-chefe do exército estadunidense e o presidente do império, todavia não controla diretamente toda a maquinaria imperial. Fontes próximas a Washington confirmaram que o Pentágono, através da missão militar (grupo militar) dos Estados Unidos em Honduras, esteve trabalhando com os militares golpistas envolvidos no golpe de Estado contra o Presidente Zelaya. O Comando Sul realiza anualmente cerca de 55 manobras com as forças armadas de Honduras. A missão militar da embaixada dos Estados Unidos em Tegucigalpa financia às forças armadas de Honduras aproximadamente com dois milhões de dólares cada ano, e isso não inclui os milhões de dólares que Washington envia através de outros programas de cooperação com Honduras e a grande inversão na base militar de Estados Unidos em Soto Cano, Honduras.
texto completo no blog do Velho Comunista
sábado, 11 de julho de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Serra é premiado na Suiça

Da Agência Estado
Serra ganha prêmio internacional por atuação em Saúde
(…) Em uma sala da ONU em Genebra, Serra recebeu um prêmio de uma entidade internacional e fez um discurso em tom de campanha, enumerando os avanços que conseguiu como ministro da Saúde (1998 a 2002) e apontando como suas políticas de acesso os medicamentos genéricos, que hoje são “exemplos para o mundo”.
Do Blog Cidadania.com
Premiação de Emergência
Fui pesquisar quem é a World Family Organization (WFO). Nem consta verbete na Wikipédia. Quase não há referências à organização na internet. É apenas uma das milhares de ONGs ligadas à ONU espalhadas pelo planeta.
Apesar de a notícia do Estadão induzir o leitor a acreditar que o governador paulista foi premiado pelas Nações Unidas, não é nada disso. A premiação é de exclusiva responsabilidade da ONG.
Os leitores, hein… Vejam só, abaixo, o que desencavaram sobre essa história dessa ONG que “premiou” Serra um dia depois de Lula ter sido premiado pela ONU.
A Presidente da WFO é brasileira (Dr. Deisi Noeli Weber Kusztra). O escritório da presidência fica em Curitiba.
Quem quiser pode olhar o link. Clique aqui.
Jailton | Araraquara - SP | Técnico em eletrônica
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Monstro Tristonho

O Vendedor de Bananas já tinha alertado em maio deste ano para os golpes baixos do geógrafo da USP que virou coqueluche da mídia corporativa por se posicionar sempre ao lado da Elite Branca.
Obviamente que o Vendedor não está sozinho nessa luta e por isso reproduzo o texto do Professor de Antropologia Kabengele Munanga (também da USP), publicado na Afropress.
Kabenguele responde a Magnolli
Por: Kabenguele Munanga - 3/7/2009
Em matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo de 14 maio de 2009 (http://arquivoetc. blogspot. com/2009/ 05/demetrio- magnoli-monstros -tristonhos. html), intitulada “Monstros tristonhos”, o geógrafo Demétrio Magnoli critica e acusa agressivamente as Universidades Federais de Santa Maria (UFSM) e de São Carlos (UFSCAR) e também a mim, Kabengele Munanga, Professor do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.
As duas universidades são criticadas e acusadas por terem, segundo o geógrafo, criado ”tribunais raciais” que rejeitam as matrículas de jovens mestiços que optam pelas cotas raciais. No caso da Universidade Federal de Santa Maria, trata-se apenas de Tatiana de Oliveira, cuja matrícula foi cancelada menos de um mês após o início do curso de Pedagogia.. No caso da Universidade Federal de São Carlos, trata-se do estudante Juan Felipe Gomes. O acusador acrescenta que um quarto dos candidatos aprovados na UFSCAR pelo sistema de cotas raciais neste ano de 2009 teve sua matrícula cancelada pelo “tribunal racial” dessa universidade.
A questão que se põe é saber se além desses estudantes, cujas matrículas foram canceladas, outros alunos mestiços ingressaram em cerca de 70 universidades públicas que aderiram à política de cotas. Se a resposta for afirmativa, os que tiveram sua matrícula cancelada constituem casos raros ou excepcionais que mereceriam a atenção não apenas de Demétrio Magnoli, mas também de todas as pessoas que defendem a justiça e a igualdade de tratamento.
Mas por que esses casos raros, que constituem uma exceção e não a regra, foram “injustiçados” pelas comissões de controle formadas nessas universidades para evitar fraudes, comissões que o sociólogo Demétrio rotula de “tribunais raciais”? Por que só eles? Por que não ocorreu o mesmo com os outros mestiços aprovados? Houve realmente injustiça racial ou erro humano na avaliação da identidade física dessas pessoas que foram simplesmente consideradas brancas e não mestiças apesar de sua autodeclaração? Os erros humanos, quando são detectados, devem ser corrigidos pelos próprios humanos, como o foi no caso dos estudantes gêmeos da UnB. As injustiças, flagrantes ou não, devem ser apuradas e julgadas pela própria justiça que, num estado democrático de direito como o Brasil, deverá prevalecer. Acho que os estudantes Tatiana de Oliveira e Juan Felipe Gomes, e tantos outros que o sociólogo menciona sem entretanto nomeá-los, devem procurar um advogado para defender seus direitos se estes tiverem sido efetivamente violados pelos chamados “tribunais raciais”. Entendo que o geógrafo Demétrio tenha pena deles, considerando a sua sensibilidade humana.
Se realmente houve erro humano na verificação da identidade desses estudantes, a explicação não está na citação intencionalmente deturpada de algumas linhas extraídas de um texto introdutório de três páginas ao livro de Eneida de Almeida dos Reis, intitulado MULATO: negro-não-negro e/ou branco-não-branco, publicado pela Editora Altara, na Coleção Identidades, São Paulo, em 2002.
Veja como é interessante a estratégia de ataque do geógrafo Demétrio Magnoli. Ele escondeu de seus leitores o título do livro de Eneida de Almeida dos Reis, assim como a casa editora e a data de sua publicação para evitar que possíveis interessados pudessem ter acesso à obra para averiguar direta e pessoalmente o fundamento das acusações. De fato, ele não disse absolutamente nada sobre o conteúdo desse livro, e passa a impressão de ter lido apenas vinte linhas do total de três páginas da introdução, a partir das quais constrói seu ensaio e sua acusação. Com sua inteligência genuína, acho que ele poderia ter feito uma pequena síntese desse livro para seus leitores; se ele o tivesse mesmo lido, entenderia que nada inventei sobre a ambivalência genética do mestiço que não estivesse presente no próprio título da obra “Mulato: negro-não-negro e/ou branco-não-branco”. Desde quando a palavra ambivalência é sinônimo de “monstro tristonho”? Estamos assistindo à invenção, pelo geógrafo, de novos verbetes dos dicionários da língua portuguesa?
O livro de Eneida de Almeida dos Reis resultou de uma pesquisa para dissertação de mestrado defendida na PUC de São Paulo sob a orientação de Antonio da Costa Ciampa, Professor do Programa de Estudos Pós-graduados em Psicologia da PUC São Paulo. Ele foi convidado a fazer a apresentação do livro, na qualidade de professor orientador, e eu para escrever a introdução, na qualidade de ex-professor na disciplina “Teorias sobre o racismo e discursos antirracistas”, ministrada no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da USP. O livro se debruça sobre as peripécias e dificuldades vividas pelos indivíduos mestiços de brancos e negros, pejorativamente chamados mulatos, no processo de construção de sua identidade coletiva e individual, a partir de um estudo de caso clínico. É uma pena que nosso crítico acusador não tenha tido a coragem de apresentar a seus leitores o verdadeiro conteúdo desse livro, resultado de uma meticulosa pesquisa acadêmica, e não da minha fabulação.
Para entender porque essas pessoas mestiças foram consideradas brancas, apesar de terem declarado sua afrodescendência, é preciso voltar ao clássico “Tanto preto quanto branco: estudos de relações raciais”, de Oracy Nogueira (São Paulo: T.A. Queiroz, 1985). Se o geógrafo Demétrio tivesse lido esse livro, acredito que teria entendido porque as pessoas brancas que possuem algumas gotas de sangue africano são consideradas pura e simplesmente negras nos Estados Unidos – apesar de exibirem uma fenotipia branca – e brancas no Brasil. Ensina Nogueira que a classificação racial brasileira é de marca ou de aparência, contrariamente à classificação anglo-saxônica que é de origem e se baseia na “pureza” do sangue. Do ponto de vista norteamericano, todos os brasileiros seriam, de acordo com as pesquisas do geneticista Sergio Danilo Pena, considerados negros ou ameríndios, pois todos possuem, em porcentagens variadas, marcadores genéticos africanos e ameríndios, além de europeus, sem dúvida. Quando essas pessoas fenotipicamente brancas e geneticamente mestiças se consideram ou são consideradas brancas no decorrer de suas vidas e assumem, repentinamente, a identidade afrodescendente para se beneficiar da política das cotas raciais, as suspeitas de fraude podem surgir. Creio que foi o que aconteceu com os alunos cujas matrículas foram canceladas na UFSM e na UFSCAR. Se não houver essa vigilância mínima, seria melhor não implementar a política de cotas raciais, porque qualquer brasileiro pode se declarar afrodescendente, partindo do pressuposto de que a África é o berço da humanidade..
Lembremo-nos de que no início dos debates sobre as cotas colocava-se a dificuldade de definir quem é negro no Brasil por causa da mestiçagem. Falsa dificuldade, porque a própria existência da discriminação racial antinegro é prova de que não é impossível identificá-lo. Senão, o policial de Guarulhos não teria assassinado o jovem dentista identificado como negro pelo cidadão branco assaltado, e os zeladores de todos os prédios do Brasil não teriam facilidade para orientar os visitantes negros a usar os elevadores de serviço. Por sua vez, as raras mulheres negras moradoras dos bairros de classe média não seriam constantemente convidadas pelas mulheres brancas, quando se encontram nos elevadores, para trabalhar como domésticas em suas casas. Existem casos duvidosos, como o dos alunos em questão, que mereceriam uma atenção desdobrada para não se cometer erros humanos, mas não houve dúvidas sobre a identidade da maioria dos estudantes negros e mestiços que ingressaram na universidade através das cotas.
Bem, o geógrafo Demétrio Magnoli leva ao extremo a acusação a mim dirigida quando me considera um dos “ícones do projeto da racialização oficial do Brasil”. Grave acusação! Infelizmente, ele não deu nomes a outros ícones. Nomeou apenas um deles, cuja obra não leu, ou melhor, demonstra não ter lido. Mas por que só o meu nome mencionado? Porque sou o mais fraco, pelo fato de ser brasileiro naturalizado, ou o mais importante, por ter chegado ao ponto mais alto da carreira acadêmica? Isso parece incomodá-lo bastante! Um negro que chegou lá, ao topo da carreira acadêmica, numa das melhores universidades do país, mas nem por isso esse negro deixou de ser solidário, pois milita intelectualmente para que outros negros, índios e brancos pobres tenham as mesmas oportunidades.
De acordo com as conclusões assinaladas no livro de Eneida de Almeida dos Reis, muitos mestiços têm dificuldades para construir sua identidade por causa da ambivalência (Mulato: negro-não-negro e/ou branco-não-branco) , dificuldades que eles teriam superado se tivessem política e ideologicamente assumido uma de suas heranças, ou seja, a sua negritude, que é o ponto nevrálgico de seu sofrimento psicológico. Se o sociólogo acusador tivesse lido este livro e refletido serenamente sobre suas conclusões, ele teria percebido que não alimento nenhum projeto ou plano de ação para suprimir a mestiçagem no Brasil. Isto só pode ser chamado de masturbação ideológica, e não de análise sociológica, nem geográfica! Como seria possível suprimir a mestiçagem, que é um fato fundamental da história da humanidade, desafiando as leis da genética e a vontade dos homens e das mulheres que sempre terão intercursos interraciais? Nem o autor do ensaio sobre as desigualdades das raças humanas, Arthur de Gobineau, chegou a acreditar nessa possibilidade. Se as leis segregacionistas do Sistema Jim Crow no Sul dos Estados Unidos e do Apartheid na África do Sul não conseguiram fazê-lo, os ícones da racialização oficial do Brasil, entre os quais nosso colega me situa, terão esse poder mágico e milagroso que ele lhes atribui?
Entrando na vida privada, gostaria que o sociólogo soubesse que tenho um filho e uma neta mestiços que não são monstros tristonhos como ele pensa, pois são educados para assumir sua negritude e evitar assim os graves problemas psicológicos apontados na obra de Eneida de Almeida Dos Reis, através da indefinida personagem Maria, (ver p.39-100). Como se pode dizer que os mestiços são geneticamente ambivalentes e que política e ideologicamente não podem permanecer nessa ambivalência e ser por isso taxado de charlatão acadêmico? Creio que se trata apenas de uma reflexão que decorre das conclusões do próprio livro e que de per si não constituiria nenhum charlatanismo. Não seria um contra-senso e um grave insulto à USP que esse “charlatão acadêmico” tenha chegado ao topo da carreira acadêmica? E que tenha orientado dezenas de doutores hoje professores nas grandes universidades brasileiras, como a USP, UNICAMP, UNESP, UFMG, UFF, UFRJ, Universidade Federal de Goiás, Universidade Federal de São Luiz do Maranhão, Universidade Estadual de Londrina, Universidade Candido Mendes, PUC de Campinas, etc. Creio que, salvo o geógrafo Demétrio, os que me conhecem através de textos que escrevi, de minhas aulas e de minhas participações nos debates sociais e intelectuais no país e no exterior, não me atribuiriam esse triste retrato.
Disse ainda o geógrafo Demétrio que “do ponto mais alto da carreira universitária, o antropólogo professa a crença do racismo científico, velha de mais de um século, na existência biológica de raças humanas, vestindo-a curiosamente numa linguagem decalcada da ciência genética”. Sinceramente, não entendo como Demétrio conseguiu tirar tanta água das pedras. Das 20 linhas extraídas, de maneira deturpada, de um texto de três páginas de introdução, ele conseguiu dizer coisas horríveis, como se tivesse lido tudo que escrevi durante minha trajetória intelectual sobre o racismo antinegro. A colonização da África, contrariamente às demais colonizações conhecidas na história da humanidade, foi justificada e legitimada por um corpus teórico-cientí fico baseado nas idéias evolucionistas e racialistas produzidas na modernidade ocidental. Teria algum sentido para mim, que milito contra o racismo, professar o racismo científico para lutar contra o racismo à brasileira? Acho que nosso geógrafo quer me transformar num demente que não sou. As pessoas que leram seu texto no jornal O Estado de S. Paulo podem pensar que eu sou esse negro ex-colonizado que professa as mesmas idéias do racismo científico que postulou a inferioridade e a desumanidade dos africanos, incluída a dele mesmo. Como entender que meus alunos de Pós-graduação, a quem ensino há vinte anos “As teorias sobre o racismo e discursos antirracistas”, uma disciplina freqüentada por alunos da USP, de outras universidades e outros estados, têm a coragem de ocupar um semestre inteiro para escutar profissões de fé em favor do racismo científico?
Se o geógrafo Demétrio quer saber mais sobre mim, ingressei na Faculdade em 1964, aos vinte e dois anos de idade. Tive aulas de Antropologia Física com um dos melhores biólogos e geneticistas franceses, Jean Hiernaux. Uma das primeiras coisas que ele me ensinou era que a raça não existe biologicamente. Através de suas aulas, li François Jacob, Nobel de Fisiologia (1965) e um dos primeiros franceses a decretar que a raça pura não existe biologicamente; e J.Ruffie, Albert Jacquard e tantos outros geneticistas antirracistas dessa época. Portanto, sei muito bem, e bem antes de Demétrio que o racismo não pode ter mais sustentação científica com base na noção das raças superiores e inferiores, que não existem biologicamente. Sei muito bem que o conteúdo da raça enquanto construção é social e político. Ou seja, a realidade da raça é social e política porque tivemos na história da humanidade povos e milhões de seres humanos que foram mortos e dominados com justificativa nas pretensas diferenças biológicas. Temos em nosso cotidiano, pessoas discriminadas em diversos setores da vida nacional porque apresentam cor da pele diferente. Nosso sistema educativo é eurocêntrico e nossos livros didáticos são repletos de preconceitos por causa das diferenças. Não sou um novato que ingressou ontem na universidade brasileira. No Brasil, fui introduzido ao pensamento racial nacional por grandes mestres, como João Baptista Borges Pereira, que foi meu orientador no doutoramento, Florestan Fernandes, Octavio Ianni, Oracy Nogueira, entre outros. Não sei onde estava Demétrio nessa época e em que ano ele descobriu que a raça não existe. Acho um exagero querer me dar lição de moral sobre coisas que eu conheço muito antes dele. Isto não quer dizer que ele não possa me ensinar temas pertinentes à geografia, como por exemplo, o que se pode ler em seu livro sobre a África do Sul – “Capitalismo e Apartheid”, publicado pela Editora Contexto, São Paulo, 1998, que oferece algumas informações interessantes sobre a história do sistema do apartheid. Esse livro faz parte da bibliografia recomendada na disciplina ministrada na Graduação, não obstante algumas incorreções históricas nele contidas.
Um dos maiores problemas da nossa sociedade é o racismo, que, desde o fim do século passado, é construído com base em essencializações sócio-culturais e históricas, e não mais necessariamente com base na variante biológica ou na raça. Não se luta contra o racismo apenas com retórica e leis repressivas, não somente com políticas macrossociais ou universalistas, mas também, e, sobretudo, com políticas focadas ou específicas em benefício das vítimas do racismo numa sociedade onde este é ainda vivo. É neste sentido que faço parte do bloco dos intelectuais brancos e negros que defendem as políticas de ação afirmativa e de cotas para o acesso ao ensino superior e universitário. Na cabeça e no pensamento de Demétrio Magnoli, todos os que fazem parte desse bloco querem racializar o Brasil, e isso faz parte de um projeto e de um plano de ação. Que loucura!
Defendemos as cotas em busca da igualdade entre todos os brasileiros, brancos, índios e negros, como medidas corretivas às perdas acumuladas durante gerações e como políticas de inclusão numa sociedade onde as práticas racistas cotidianas presentes no sistema educativo e nas instituições aprofundam cada vez mais a fratura social. Cerca de 70 universidades públicas estaduais e federais que aderiram à política de cotas sem esperar a Lei ainda em tramitação no Senado entenderam a importância e a urgência dessa política. Acontece que essas universidades não são dirigidas por negros, mas por compatriotas brancos que entendem que não se trata do problema do negro, mas sim do problema da sociedade, do seu problema como cidadão brasileiro. Podemos dizer que todos esses brancos no comando das universidades querem também racializar o Brasil, suprimir os mestiços e incentivar os conflitos raciais? Afinal, podemos localizar os linchamentos e massacres raciais nos Estados onde se encontram as sedes das universidades que aderiram às cotas? Tudo não passa de fabulações dos que gostariam de manter o status quo e que inventam argumentos que horrorizam a sociedade. Quem está ganhando com as cotas? Apenas os alunos negros ou a sociedade como um todo? Quem ingressou através das cotas? Apenas os alunos negros e indígenas ou entraram também estudantes brancos da escola pública?
Concluindo, penso que existe um debate na sociedade que envolve pensamentos, filosofias e representações do mundo, ideologias e formações diferentes. Esse pluralismo é socialmente saudável, na medida em que pode contribuir para a conscientização de seus membros sobre seus problemas e auxiliar a quem de direito, o legislador e o executivo, na tomada de decisões esclarecidas. Este debate se resume a duas abordagens dualistas. A primeira compreende todos aqueles que se inscrevem na ótica essencialista, segundo a qual a humanidade é uma natureza ou uma essência e como tal possui uma identidade genérica que faz de todo ser humano um animal racional diferente dos demais animais. Eles afirmam que existe uma natureza comum a todos os seres humanos em virtude da qual todos têm os mesmos direitos, independentemente de suas diferenças de idade, sexo, raça, etnias, cultura, religião, etc. Trata-se de uma defesa clara do universalismo ou do humanismo abstrato, concebido como democrático. Considerando a categoria raça como uma ficção, eles advogam o abandono deste conceito e sua substituição pelos conceitos mais cômodos, como o de etnia. De fato, eles se opõem ao reconhecimento público das diferenças entre brancos e não brancos. Aqui temos um antirracismo de igualdade que defende os argumentos opostos ao antirracismo de diferença. As melhores políticas públicas, capazes de resolver as mazelas e as desigualdades da sociedade, deveriam ser somente macro-sociais ou universalistas. Qualquer proposta de ação afirmativa vinda do Estado que introduza as diferenças para lutar contra as desigualdades, é considerada, nessa abordagem, como um reconhecimento oficial das raças e, conseqüentemente, como uma racialização do Brasil, cuja característica dominante é a mestiçagem. Ou, em outras palavras, as políticas de reconhecimento das diferenças poderão incentivar os conflitos raciais que, segundo dizem, nunca existiram. Assim sendo, a política de cotas é uma ameaça à mistura racial, ao ideal da paz consolidada pelo mito de democracia racial, etc. Eu pergunto se alguém pode se tornar racista pelo simples fato de assumir sua branquitude, amarelitude ou negritude? Como se identifica então o geógrafo Demétrio: branco, negro, mestiço ou Demétrio indefinido? Pelo que me consta, ele se identifica como branco, mas não aceita que os negros e seus descendentes mestiços se identifiquem como tais e lutem por seus direitos num país onde são as grandes vítimas do racismo. A menos que ele negue a existência das práticas racistas no cotidiano brasileiro, e as diferenças de cor, sexo, classe e religiões que exigiriam políticas diferenciadas.
A segunda abordagem reúne todos aqueles que se inscrevem na postura nominalista ou construcionista, ou seja, os que se contrapõem ao humanismo abstrato e ao universalismo, rejeitando uma única visão do mundo em que não se integram as diferenças. Eles entendem o racismo como produção do imaginário destinado a funcionar como uma realidade a partir de uma dupla visão do outro diferente, isto é, do seu corpo mistificado e de sua cultura também mistificada. O outro existe primeiramente por seu corpo antes de se tornar uma realidade social. Neste sentido, se a raça não existe biologicamente, histórica e socialmente ela é dada, pois no passado e no presente ela produz e produziu vítimas. Apesar do racismo não ter mais fundamento científico, tal como no século XIX, e não se amparar hoje em nenhuma legitimidade racional, essa realidade social da raça que continua a passar pelos corpos das pessoas não pode ser ignorada.
Grosso modo, eis as duas abordagens essenciais que dividem intelectuais, estudiosos, midiáticos, ativistas e políticos, não apenas no Brasil, mas no mundo todo. Ambas produzem lógicas e argumentos inteligíveis e coerentes, numa visão que eu considero maniqueísta. Poderão as duas abordagens se cruzar em algum ponto em vez de se manter indefinidamente paralelas? Essa posição maniqueísta reflete a própria estrutura opressora do racismo, na medida em que os cidadãos se sentem forçados a escolher a todo momento entre a negação e a afirmação da diferença. A melhor abordagem seria aquela que combina a aceitação da identidade humana genérica com a aceitação da identidade da diferença. Para ser um cidadão do mundo, é preciso ser, antes de mais nada, um cidadão de algum lugar, observou Milton Santos num de seus textos. A cegueira para com a cor é uma estratégia falha para se lidar com a luta antirracista, pois não permite a autodefinição dos oprimidos e institui os valores do grupo dominante e, conseqüentemente, ignora a realidade da discriminação cotidiana. A estratégia que obriga a tornar as diferenças salientes em todas as circunstâncias obriga a negar as semelhanças e impõe expectativas restringentes.
Se a questão fundamental é como combinar a semelhança com a diferença para podermos viver harmoniosamente, sendo iguais e diferentes, por que não podemos também combinar as políticas universalistas com as políticas diferencialistas? Diante do abismo em matéria de educação superior, entre brancos e negros, brancos e índios, e levando-se em conta outros indicadores socioeconômicos provenientes dos estudos estatísticos do IBGE e do IPEA, os demais índices do Desenvolvimento Humano provenientes dos estudos do PNUD, as políticas de ação afirmativa se impõem com urgência, sem que se abra mão das políticas macrossociais.
Não conheço nenhum defensor das cotas que se oponha à melhoria do ensino público. Pelo contrário, os que criticam as cotas e as políticas diferencialistas se opõem categoricamente a qualquer política de diferença por considerá-las a favor da racialização do Brasil. As leis para a regularização dos territórios e das terras das comunidades quilombolas, de acordo com o artigo 68 da Constituição, as leis 10639/03 e 11645/08 que tornam obrigatório o ensino da história da África, do negro no Brasil e dos povos indígenas; as políticas de saúde para doenças específicas da população negra como a anemia falciforme, etc., tudo isso é considerado como racialização do Brasil, e virou motivo de piada.
Convido o geógrafo Demétrio Magnoli a ler o que escrevi sobre o negro no Brasil antes de se lançar desesperadamente em críticas insensatas e graves acusações. Se porventura ele identificar algum traço de defesa do racismo científico em meus textos, se encontrar algum projeto ou plano de ação para suprimir os mestiços e racializar o Brasil, já que ele me acusa de ícone desse projeto, ele poderia me processar na justiça brasileira, em vez de inventar fábulas que não condizem com minha tradicionalmente pública e costumeira postura.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
O mundo maravilhoso das intervenções norte-americanas
Extraído do documentário de Michael Moore, Tiros em Columbine
domingo, 5 de julho de 2009
O primeiro Golpe de Estado de Obama
Golpe Militar/HondurasEm vez de retirar diplomatas de Honduras, o país norte-americano só se limitou a suspender as manobras militares conjuntas / EEUU repudiou o golpe de Estado após sentir pressão dos governos latinoamericanos
Os generais da reserva Melvin López Hidalgo e Alberto Müller Vermelhas denunciaram os vínculos de Washington com o Exército e a direita de Honduras, braços dos Estados Unidos (EEUU) que tiveram um papel importante no golpe de Estado ocorrido no país centroamericano.
López Hidaldo e Müller Vermelhas fizeram esta averiguação, junto ao economista Jesús Farías, no programa "Dando e Dando" transmitida pela Rede Venezuelana de Televisão (VTV).
No programa explicaram que um exemplo disso é a base militar que desde 1970 mantém os Estados Unidos em Soto Cano, Honduras, e que a mesma teve 'um papel fundamental' no golpe que derrubou o presidente legítimo, Manuel Zelaya.
De igual forma, disseram que ao contrário do que têm feito todos os países latinoamericanos de não reconhecer o presidente de facto, Roberto Micheletti, e retirar a seus embaixadores, os Estados Unidos só se limitaram a suspender as manobras militares conjuntas, quando sua presença militar nesse país vai bem mais além do que essas ações.
Assim mesmo, puseram em rede de julgamento ao Governo estadunidense ao assinalar que esse país só repudiou o golpe de Estado após sentir pressão dos governos latinoamericanos.
Müller Vermelhas reafirmou esta teoria ao explicar que os militares em Honduras 'não funcionam sem consultar aos assessores presentes no país' que 'estão em todos os níveis da hierarquia militar hondurenha', assessores estes norteamericanos.
Por sua vez, o economista Jesús Farías assinalou que o modelo inesperadamente aplicado pelos Estados Unidos é tão evidente e "calcográfico" que se repetiu de igual forma e teor em vários países da América.
'A história repete-se como em Chile, Argentina, Nicarágua ou Venezuela. Por trás da oligarquia nacional, a qual não se aceita a que o povo tome as rédeas de seu destino, têm movido seus fios a Agência Central de Inteligência (CIA) e os graduados da Escola das Américas', disse.
Assinalou que a vinculação dos Estados Unidos é tão forte que Barack Obama se viu obrigado a usar uma 'linguagem confusa' sobre o golpe militar em Honduras e qualificou de 'imprecisas e escuras' as primeiras reações de Washington depois do seqüestro e deportação de Zelaya.
[Com informação da ABN - Agencia Bolivariana de Notícias]- recomendada pelo Hudson Lacerda
Em:
http://kantoximpi.blogspot.com/2009/07/extra-estados-unidos-estao-envolvidos.html
http://www.bodegacultural.com/2009/07/extra-estados-unidos-estao-envolvidos.html
domingo, 28 de junho de 2009
Imperialismo Golpe militar em Honduras
Fonte: www.outubrovermelho.com.br
postado por Edutião
Desde o dia de ontem, 27 de junho de 2009, forças militares ocupam Tegucigalpa, capital de Honduras. Um comando de 200 militares invadiu a Casa Presidencial nas primeiras horas do dia de hoje, sequestrando a família de Manuel Zelaya. O presidente Zelaya foi levado à Costa Rica, onde permanece, aparentemente, sob “hospitalidade” costarriquenha. Sua família foi colocada em “local seguro”. Outros membros do poder executivo, ministros, hondurenho sofreram ataques e foram também sequestrados. A Chanceler Patricia Rodas, e os embaixadores da Venezuela, Cuba e Nicaragua foram sequestrados, golpeados e ameaçados de fuzilamento por efetivos militares que atuam encapuzados. Poucas horas atrás os embaixadores foram libertados, mas a Chanceler foi levada auma base aérea militar não identificada.
A tentativa de golpe que se orquestra neste momento é uma reação à proposta de referendo sobre uma reforma constitucional, encampada pelo presidente Manuel Zelaya, e apoiada por 400.000 assinaturas, que seria levada a cabo de maneira independente nos decorrer das eleições nacionais - prefeitos, governadores e presidente - que ocorreriam neste domingo. As instituições da Justiça, do Senado, além da Igreja e da cúpula Militar, haviam se posicionado, nesta semana, contra a consulta popular, apesar do grande apoio que a proposta tem entre a população. O referendo tinha o objetivo de consultar a população sobre a proposta de reforma constitucional a ser levada a cabo no próximo ano.
Neste momento a população de Tegucigalpa se concentra em frente à Casa Presidencial exigindo o retorno do presidente. O referendo foi levado adiante pela população, que estabeleceu as urnas na cidade e recolhe assinaturas neste momento, apesar do cerco militar.

Mais informações:
Imagens:
http://www.flickr.com/photos/gabbo_vm/
http://www.flickr.com/photos/breve/
http://www.elpais.com/fotogaleria/Golpe/militar/Honduras/6580-1/elpgal/
Imprensa:
http://www.telesurtv.net/noticias/canal/senalenvivo.php
http://www.telesurtv.net/solotexto/index.php
http://www.patrialatina.com.br/
http://www.aporrea.org/temas/70
http://sdpnoticias.com/sdp/contenido/2009/06/28/432447?refresh=1
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=58747
quarta-feira, 24 de junho de 2009
sábado, 20 de junho de 2009
Josias: o ignóbil da semana
Não foi a primeira e pelo visto não será a última vez que este filho-de-chocadeira mostrar à todos que queiram ver, a sua total falta de caráter.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
terça-feira, 16 de junho de 2009
Lula critica direita européia

"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou nesta segunda-feira sua visita a Genebra, na Suíça, fazendo uma crítica à direita europeia por transformar imigrantes estrangeiros em "instrumentos de campanha" em momentos de crise.
Pablo Uchoa, BBC Brasil
“O presidente, que discursou e arrancou aplausos em dois braços da ONU - o Conselho de Direitos Humanos e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) -, passou o dia batendo na tecla de que "não são os imigrantes e os pobres do mundo" os responsáveis pela atual crise econômica.
"Eu tenho notado que em algumas campanhas políticas o maior instrumento da direita é dizer que vai diminuir a imigração para garantir o emprego no seu país", afirmou o presidente. "Não podemos permitir que a direita em cada país utilize o imigrante como se ele fosse um mal da nação ocupando o lugar de uma pessoa do próprio país."
O ex-operário eleito e reeleito presidente falava a colegas sindicalistas no Palácio das Nações, sede da ONU, em Genebra. Lula disse que só o movimento sindical poderia assumir o combate à xenofobia entre os trabalhadores.
"Nós não podemos permitir que essa visão ideológica tenha lugar no mundo do trabalho. Essa é uma luta muito difícil. Muitas vezes os próprios trabalhadores culpam os imigrantes. Então não é uma luta fácil, mas é uma luta que somente o movimento sindical pode assumir e defender com unhas e dentes."
Foto: AP
Matéria Completa, ::Aqui::
José Serra perdeu!: Justiça obriga USP a readmitir líder grevista

deu nos Amigos do presidente Lula
O técnico em manutenção de refrigeração trabalhava desde 1987 na USP e é um dos líderes da greve que na última terça-feira quando o governador eu ordem a PM invadir a USP, provocando o confronto entre funcionários e estudantes e a Tropa de Choque da Polícia Militar (PM). Brandão foi um dos três manifestantes detidos acusado pela reitora Sueli, por crimes de dano ao patrimônio público, desacato à autoridade e resistência à prisão. A readmissão do dirigente é uma das reivindicações da greve organizada pelo Sintusp.








