sexta-feira, 4 de junho de 2010

Propaganda Sionista da Folha e de Sérgio Malbergier é Desmascarada.


O Jornalista Breno Altman, desmascarou a propaganda do ódio sionista do Redator da Folha, Sérgio Malbergier. Não é a primeira vez que esse senhor escreve na Falha para dizer que quem se posiciona contra as ações terroristas do Estado de Israel é contra os judeus. Breno Altman é educado, e considera que Malbergier esteja sofrendo de "cegueira".

Altman é também judeu e descendente de sobreviventes do Holocausto. Esse fato nem sequer precisaria ser mencionado, se não fosse pelo fato de pessoas de má índole como o senhor Sérgio Malbegier, Redator da Folha, buscarem confundir sistematicamente as críticas ao Estado de Israel com críticas a todos os judeus. Qualquer humanista que não caia nessa conversa mole reprovaria as atitudes de Israel.

Um outro argumento recorrente dos sionistas, como o de Malbergier, é que aqueles que são judeus e sobreviventes do holocausto teriam legitimidade maior para falar sobre as ações de Israel. Mais um argumento irracional entre o monte de mentiras que sustentam aqueles que suportam o Estado Racista de Israel.

Veja abaixo a resposta de Breno Altman ao propagandista da Falha:

"Li essa manhã um indignado artigo escrito pelo jornalista Sérgio Malbergier, intitulado “Ódio a Israel ameaça palestinos”. O autor aborda o repúdio internacional contra o ataque israelense à frota humanitária que se dirigia a Faixa de Gaza. “Como judeu, descendente de avós que perderam pais e irmãos no Holocausto nazista, é de embrulhar o estômago ver a guerra mundial contra Israel”, afirma o colunista da Folha.

Temos pontos em comum. Também sou judeu. Meus avós, como os dele, igualmente perderam irmãos e parentes na Europa ocupada pelo nazismo. Mas considero inaceitável e indigno que o Holocausto sirva de álibi para que o Estado de Israel comporte-se com o povo palestino com a mesma arrogância e a mesma crueldade que vitimaram os judeus.

Onde Malbergier consegue ver “guerra mundial contra Israel”? Protestos e moções são comparáveis aos tiros que receberam os passageiros das embarcações pacifistas? A tímida resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas tem alguma equivalência com o terrorismo de Estado que se manifesta nas atitudes do governo israelense?

O problema talvez não seja de estômago embrulhado, mas de vista embaçada. Quem sabe o dr. Greg House possa diagnosticar a cegueira que acomete meu patrício. Afinal, como deveriam reagir os homens e mulheres de bem a mais esse ataque covarde? Batendo palmas? Aceitando as mentiras de Netanyahu?

Mas Malbergier não se contenta em justificar os crimes sionistas com o escudo do Holocausto. Recorre à surrada fórmula do antissemitismo: “Não é possível distinguir o Estado judeu dos judeus. Odiando-se um, odeia-se os outros.”

Arvora-se o autor a falar em nome de todos os judeus? Não em meu nome. Tampouco no de incontáveis judeus que deram suas vidas pelas boas causas da humanidade e jamais aceitariam ver sua biografia misturada a defesa de um Estado comprometido até a medula com a opressão de outro povo.

Se Israel está se convertendo em uma nação pária, que Malbergier procure a responsabilidade por essa situação entre os malfeitos do sionismo, pois foi essa corrente que construiu o Estado de Israel à sua imagem e semelhança.

Governo após governo, desde 1948, o Estado de Israel viola resoluções internacionais e dedica-se a expandir suas fronteiras muito além da partilha da Palestina aprovada pelas Nações Unidas em 1947.

O primeiro dos atentados terroristas, realizado em abril de 1948, foi o massacre da aldeia de Deir Yassin, nas proximidades de Jerusalém, quando mais de duzentos palestinos desarmados foram trucidados por forças sionistas paramilitares. Dali por diante essa foi a marca do comportamento de sucessivas administrações israelenses.

Ao ódio colonizador do Estado sionista, os palestinos responderam com o ódio dos desvalidos. Muitos de seus atos são injustificáveis e condenáveis, pois o terror contra a população civil é crime contra a humanidade. Mas o ovo da serpente, onde tudo começou, está na recusa de Israel em aceitar o direito à independência e à soberania do povo palestino.

A escalada da violência só irá terminar quando esse direito estiver assegurado. O Estado de Israel atravessou décadas na ilegalidade porque sempre contou com a salvaguarda da Casa Branca para seus atos de pirataria. Apenas se sentará com seriedade na mesa de negociações se essa proteção acabar.

O temor de muitos judeus que defendem o Estado de Israel é que, dessa vez, seu país de reverência tenha ido além da conta. Diante do risco, ainda pequeno, de que a era da impunidade chegue ao fim, apontam seu dedo acusatório e ameaçador contra as vítimas".

3 comentários:

rosanaws611 disse...

Será que o Sr. Breno que escreve tão minuciosamente os atos de Israel contra os Palestinos saiba enumerar também os atos dos Palestinos (e sua religião como trampolim e escudo dos atentados) contra os judeus e não judeus que vivem em Israel ou fora do Estado de Israel?
Fico no aguardo do pronunciamento do Sr. BRENO.
Só para deixá-los tranquilo sou uma pessoa que tbe condeno a atitude do exército em relação ao horário da abordagem da inspeção e dos tiros lançados na ação, salve alguém prove que esta foi uma atitude de defesa de um exército.
A partilha das terras de Israel conforme 1.947, são aceitáveis p/ o Sr. BRENO? ME JUSTIFIQUE?

Vendedor de Bananas disse...

Cara,

Em primeiro lugar não consideramos que hajam atos "da religião dos palestinos contra os judeus", como você mencionou. Os ataques de foguetes e de homens bomba a Israel são coordenados por facções políticas e pessoalmente nunca vi ninguém aqui no Brasil os defendendo.

Se você ler atentamente o texto de Breno Altman verá que ele condena tais atos. Ele apenas argumenta que o ódio que os palestinos tem de Israel é o ódio dos oprimidos, enquanto que o ódio e o preconceito que Israel tem dos palestinos é o ódio e o preconceito dos opressores, implementado por uma máquina de guerra. Do mesmo modo que os nazistas fizeram com os judeus da europa.

O objetivo de seu texto tão pouco é justificar os atos de uns ou de outros, mas apenas conscientizar a população de: (i) não são todos os judeus que defendem a política terrorista de israel; (ii) portanto, a reprovação à Israel não implica uma repulsa aos judeus, como os sionistas e Sérgio Malbergier maliciosamente argumentam; (iii) a ação violenta de Israel e a propaganda sionista que busca confundir Israel com todos os judeus está aumentando o preconceito contra estes.

Essa conscientização é importante para que o debate político possa ser feito de forma clara e aberta, fato que a máquina de propaganda sionista, que está profundamente enraizada nos meios de comunicação dos EUA e do ocidente - e em muitas nas comunidades judaicas e intelectuais - tenta sistematicamente impedir.

Abs, V.B.

PEDRO disse...

Sr. Breno Altman. Neste mundo tão confuso e sectário, onde defender injustiças pretendendo ser justo tornou-se praxe, principalmente na mídia, é alentador ver q alguém como o Sr. defende a justiça, doa a quem doer.
Como diz a sabedoria, aquele q defende as injustiças cometidas pelos seus, talvez sejam os mais injustos, pois atentam mais diretamente contra o princípio da justiça.
O Holocausto judeu foi uma grande tragédia da humanidade, e não há, quem seja justo e humano, que não tenha horror ao que aconteceu ao seu povo.
Porém, uma coisa é uma coisa e outra é outra. O Estado de Israel, tem sim cometido atrocidades com um povo que não tem nenhum culpa pela tragedia do Holocausto.Critica-lo é o mínimo que se espera dos justos. E aí não é ser contra os judeus, como pretende o Sr. Marbergier, mas,sim a favor dos judeus. A verdade é que o mais perigoso é defender a truculência e as injustiças desse estado, e isso pode eventualmente fazer com q o mundo misture as coisas e se volte contra os judeus.
O antisemitismo ocorreu na Europa, alias em varias manifestações. Perguntaria ao Sr. Malbergier, por que então não ter reinvindicado que fosse criado um estado judeu na Alemanha, ouno leste Europeu ou na Peninsula Ibérica? Não teria isso sim sido mais justo?.
Parabens pela seu senso de justiça e sua dignidade. Tenho certeza que uma grande maioria de judeus tbm são assim.
Bom seria q pessoas como vc estivessem nas salas de edição da grande mídia. O mundo com certeza seria mais justo